<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556</id><updated>2011-04-21T17:26:51.332-03:00</updated><title type='text'>Animus facit nobilem</title><subtitle type='html'>altissima quaeque flumina minimo sono labi</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-115086789616759853</id><published>2006-06-21T02:27:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T02:31:36.176-03:00</updated><title type='text'>Novos Endereços</title><content type='html'>Novos Endereços seguem abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Tristeza: http://www.ethospress.com/vendetta/   (O Vendetta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha Felicidade: http://www.ethospress.com/magenta/   (O Magenta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus Artigos: http://www.ethospress.com    (EthosPressOnline)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-115086789616759853?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/115086789616759853/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=115086789616759853' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/115086789616759853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/115086789616759853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/06/novos-endereos.html' title='Novos Endereços'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113806973150948653</id><published>2006-01-23T23:42:00.000-02:00</published><updated>2006-01-27T20:31:01.183-02:00</updated><title type='text'>Relatos de Zalingei (O que acontece no Darfur)</title><content type='html'>Local: Vilarejo de Zalingei, Darfur&lt;br /&gt;Dia: 13 Dezembro, 2004&lt;br /&gt;Horário: 13:40&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ngumu estava passeando de volta para a sua casa. Ele vinha da recolta de frutas que se encontrava numa floresta não muito longe de Zalingei. O sol estava batendo forte sobre o cabelo crespo do jovem garoto de 9 anos, e de ter que andar com as frutas dentro de uma cesta acima da cabeça já era uma tortura para o estômago vazio do garoto. As moscas que zumbiam ao seu redor causavam os seus olhos a lacrimejarem: ele não podia afastá-las por medo de deixar tudo cair. Ngumu estava se aproximando do vilarejo, seus pés roidos pelas pedras agúdas que se encontravam no seu caminho, as sombras longinques pelas quais ele não podia se esquivar graciosamente: ele estava sózinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino passou pelo caminho ácima de um morro. Atrás dele a floresta, na frente dele Zalingei no deserto, e o sol. Ele continuou para o centro, o qual ele tinha que atravessar para chegar a sua casa e exclamar a sua mãe que ele tinha colhido a sobremesa dos jantares para a semana toda. Após passar pelo hospital de Zalingei, uma casa feita de caules de palmeiras e suas folhas, 5 por 4 mestros quadrado, ele parou para cumprimentar John Garang, um Doutor Sudanes que já havia lutado para a Armada da Liberação de Sudão. Ngumu cumprimentou Garang e continuou para a sua casa, equilibrando a cesta em sua cabeça. Ao chegar em casa ele deixou a cesta acima da mesa e foi dar um beijo em sua mãe, Zwinliki. Ela beijou o seu filho e agradeçeu pelo trabalho que ele havia feito. Ngumu pediu permissão para a sua mãe o deixar ir ver o Doutor Garang, para conversar sobre métodos de cozinhar no deserto. A mãe fez uma cara forçada de pensativa, mas acabou deixando o filho dela sair com a condição que ele tinha juízo. Ngumu saiu para o encontro com o Dr. Garang.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair de casa, Ngumu foi de barraca empalhada até outra barraca empalhada para encontrar com o Doutor. Ao chegar no hospital, Garang não se encontrava. Ngumu lançou os olhos ao seu redor, num movimento de 360 graus, para não encontrar o médico: Garang sumiu. Ao virar a cabeça em direção do morro ele encontra 3 cavaleiros esperando, três cavaleiros vestidos de turbantes laranja com objetos brilhantes em suas mãos. Ngumu não compreendia o que eram. Logo, por trás do menino, uma moça começou a gritar "Janjaweed!!!!..... Janjaweed!!!!", segundos depois a cidade inteira se pos em turbulência total. Todos os homens estavam fugindo loucamente, e se direcionavam na direção oposta ao que aparentava ser nômades para Ngumu. O jovem lançou os olhos para o seu lado e viu todas as crianças correndo com os homens, entre elas se encontravam seus melhores amigos. Ngumu moveu seus olhos para os estrangeiros que agora estavam galopeando em sua direção. Ngumu virou, deu as costas para os cavaleiros que estavam se aproximando, e começou a correr o mais rápido que podia. Ele seguiu os seus amigos, passo após passo. Em um instante ele acreditava ver os seus pés correr mais rápido que o acompanhamento do seu corpo. Seu abdômem não estava seguindo - Ngumu estava desesperado por ver a cidade inteira entrar em folia total por causa de três "cavaleiros". Do seu lado, Ngumu via mulheres esperando em suas casas: as mulheres não estavam correndo, porque?! Elas gritava "Janjaweed!", outras choravam, umas ajoelhavam como se fosse o fim do mundo, o fim da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ngumu correu em direção da sua casa para encontrar a sua mãe, desesperada perguntando para ele o que estava acontecendo. Ao sairem de casa, Zwinliki com seu filho viram as cabanas de Zalingei entrarem em chamas por causa desses perniciosos "Janjaweed". Ngumu olhou para a sua mãe e percebeu que a sua pele corada estava virando pálida e assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ngumu, saia daqui agora." Ela disse calma&lt;br /&gt;"Vamos sair mãe, todo mundo está nessa comoção..." respondeu Ngumu&lt;br /&gt;"Não!! Você corre... siga a floresta, eles são os cavaleiros do deserto Ngumu" Disse a mãe com uma tonalidade mais preocupada.&lt;br /&gt;"Mãe, eu não vou te deixar!" Ngumu respondeu quando as primeiras lágrimas sentimentais corriam a sua face.&lt;br /&gt;"Você tem chance e eu não Ngumu. Eu sou uma mulher e com os Janjaweeds mulher é podre!! Podre!" Respondeu a Zwinkili com uma voz demônica e sobrecarregada de desespero. "Corra!! Saia daqui agora" Gritava a mãe de Ngumu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ngumu chorando virou as costas e saiu correndo. Havia fumaça negra pelo vilarejo todo e ele tinha que colocar as mãos na frente do seu nariz e boca para não tossir. Ngumu finalmente saiu de Zalingei e estava correndo em direção da floresta quando percebeu que estava ao lado de corpos de seus amigos: crianças de 9 anos, mortos pelo Janjaweed. Ngumu procurava refúgio numa floresta que estava 250 metros na sua frente quando ouviu cavalos se aproximarem. Ao olhar para traz ele viu uma imagém muito anormal. Apesar dos 7 Janjaweeds que estavam o perseguindo ele viu mulheres sendo usadas pelos homens Janaweeds: mulheres de Zalingei. E ao sobrevoar a cidade que uma vez existiu, a sociedade que uma vez tinha a sua história, ele viu duas Águias negras sobrevoar os céus cinzentos devido as fumaças do fogo causado pelos Janjaweeds. A Águia era mortífera, ela virava a sua cara para cidadões de Zalingei e esses morriam instantâneamente. Ngumu aprendeu que essas Águias se chamam Helicópteros. Ao chegar na floresta Ngumu conseguiu fugir dos caçadores Janjaweed. O jovem menino, traumatizado, perdeu uma identidade, a sua família, e o seu vilarejo Zalingei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Local: Genebra, Suiça&lt;br /&gt;Dia: 10 Dezembro, 2005&lt;br /&gt;Horário: 17:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ngumu se apresentou ao UNICEF para agradeçer o seu resgate ha pouco menos de um ano atraz. No dia em que ele apresentou um discurso sobre Darfur a Oganização Internacional das Crianças, ele encontrou com um agente da UNHCR, a Comissão dos Refugiados. Através de programas financiado por cidadões do mundo inteiro, Ngumu ficou sabendo que ele sobreviveu o Genocídio de Darfur. Que os cavaleiros Janjaweeds eram contratados pelo Governo Sudanês, eram militantes muçulmanos matando os Cristões e não religiosos de Darfur. Que o Genocidio é orchestrado principalmente por duas pessoas, o Hassan al-Turabi, e o Omar al-Bashir. Ele também ficou sabendo que Dr. John Garang venceu as eleições como Vice-Presidente, que ele era a única esperança para Darfur, para acabar com o Genocidio e instituir um acordo de paz definitivo no Sudão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julho, 2005: John Garang foi assassinado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113806973150948653?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113806973150948653/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113806973150948653' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113806973150948653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113806973150948653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/relatos-de-zalingei-o-que-acontece-no.html' title='Relatos de Zalingei (O que acontece no Darfur)'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113779053013122314</id><published>2006-01-20T17:29:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T23:00:03.170-02:00</updated><title type='text'>O Diagnóstico</title><content type='html'>Entrei no escritório do psiquiatra e ele me esperava sentado na sua cadeira. Me olhou redundantemente e disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sente-se por favor.&lt;br /&gt;Eu: Tudo bem. Obrigado senhor psi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Como posso lhe ajudar? Vou rapidamente preparar o papel do seu diagnóstico enquanto ouço a sua introdução.&lt;br /&gt;Eu: Certo.. Me chamo Stephan, tenho vinte anos, e acredito que posso estar com a minha mente para lá de onde Judas perdeu a sua...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Bota! Sei... você perdeu sua cabeça então?&lt;br /&gt;Eu: Não é bem assim Doutor, eu acho que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sem demais delongas e separemos a nossa conversa por "diretas" e não "indiretas", Sr. Stephan.&lt;br /&gt;Eu: Eu entendo... tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Você esta numa praia...&lt;br /&gt;Eu: Numa... o... o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Imagine-se numa praia Stephan!&lt;br /&gt;Eu: Desculpe..  sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Feliz ou infeliz?&lt;br /&gt;Eu: O ambiente esta feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: E o senhor?&lt;br /&gt;Eu: Estou... confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: *anotando* Infeliz.&lt;br /&gt;Eu: Não infeliz doutor.. Estou confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Faz parte do mesmo genro Sr. Stephan.&lt;br /&gt;Eu: Tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Na rua você se sente bem?&lt;br /&gt;Eu: É um puta Darwinismo Cotidiano Doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Quer dividir essa idéia comigo?&lt;br /&gt;Eu: Os mais bonitos levantam o nariz, e os feios que se contentam se não..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Se não?&lt;br /&gt;Eu: Ahhh doutor!! Não tem lugares para esses na sociedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Stephan você esta em marte, calma, respire, explique isso para mim em mais detalhes.&lt;br /&gt;Eu: O meu andar Doutor. Eu ando como um.... um... como um Robô!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: *anotando* Robô.... andar.&lt;br /&gt;Eu: E dai?! O que eu tenho então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Calma o... Sr. Stephan. Estou apenas avaliando-o.&lt;br /&gt;Eu: Ok.. calmar-me-ei então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Parabens. Você sente mais algum desconforto?&lt;br /&gt;Eu: Hah!! E quantos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Qual?&lt;br /&gt;Eu: Eu sinto... insegurança. Sou do sub-trófico na sociedade. O vira-lata procurando lixos pela rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sei. Como se você não houvesse rumo e estivesse perdido em relação ao futuro.&lt;br /&gt;Eu: Exato. Mas também em relação ao mundo que me rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Como...?&lt;br /&gt;Eu: Olhares frios, estoicismo, falta de sipidez - insipidez me apavora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sofreu algum trauma?&lt;br /&gt;Eu: Sim Doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Qual?&lt;br /&gt;Eu: É pessoal. Tem a ver com o fato que fui rejeitado na escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Poxa... acontece. Eu também fui.&lt;br /&gt;Eu: O louco Doutor. É frustrante olhar nos olhos de um potencial amigo e ver tudo opaco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sim, mas veja bem estou aqui para te ajudar.&lt;br /&gt;Eu: Ok..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Você toma remédios? Tarja preta?&lt;br /&gt;Eu: O que?! Parece que tomo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Não.. apenas perguntando...&lt;br /&gt;Eu: Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Problemas de saúde?&lt;br /&gt;Eu: Vício nos estudos contaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sim. Estresse e desgaste inconsciente do corpo.&lt;br /&gt;Eu: Bingo! Candomblê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: O que?&lt;br /&gt;Eu: Não.... err... nada. Coisa do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Candom... bom, olha Stephan, não quero indicar Cystemia nem Depressão porque o seu problema parece ser muitos estudos.&lt;br /&gt;Eu: Mas para isso eu poderia ter conversado com um amigo meu, se fosse para chegar em tal conclusão.. e..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Stephan...&lt;br /&gt;Eu: e eu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Sr. Stephan.&lt;br /&gt;Eu: Desculpe.. continuemos então a nossa sessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Vou te passar um remédio que o acalmara.&lt;br /&gt;Eu: Mas não me tire os livros por favor. Não quero virar legume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Isso é relativo.&lt;br /&gt;Eu: E se relativo for negativo para mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Não seria.&lt;br /&gt;Eu: Entendo.. isso faz parte do seu estudo qualitativo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Bem.... sim.. Neurologia e Psicologia Cientifica.&lt;br /&gt;Eu: Ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Ai o diagnóstico.&lt;br /&gt;Eu: Agradeço Doutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Psy: Você tem o meu numero, qualquer problema ligue para a minha secretária.&lt;br /&gt;Eu: Ok..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113779053013122314?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113779053013122314/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113779053013122314' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113779053013122314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113779053013122314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/o-diagnstico.html' title='O Diagnóstico'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113713211023463675</id><published>2006-01-13T04:00:00.000-02:00</published><updated>2006-01-23T23:42:12.030-02:00</updated><title type='text'>A Música Que Quero Ouvir</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;*Rádio no fundo do ambiente tocando a música “La vie aux Anges”*&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Dizem que a vida é como uma música. Que as batidas dessa canção são os segundos, que as mais rápidas faz o tempo passar mais depressa, e as lentas vice-versa. O que eu desejo da minha última semana no Brasil?! Quero uma música lenta, Ó Senhor louvável. Quero não somente ouvi-la lentamente quanto dançar com essa canção – um boléro lento ou uma música clássica a-la-Les Paul. Quero que as batidas sejam lentas e sintonizadas, não quero me perder nessa sonoridade, nem tão pouco virar a cara e encontrar o fim do som. Quero viver o chorus, quero viver os versos, e quero desfrutar as pontes dessa música, pois nem sempre encontro pontes no meu caminho. Quero atravessar a música são para re-encontrar o meu mundo novamente – dessa vez feliz, dessa vez pronto para encarar o estresse. Não quero passar por essa música sozinho, terei de encontrar uma alma que me contente, uma guria com a qual eu possa ter sonhado um dia. Quero sorrir com ela e sentir que meu ato de felicidade seja um gesto honesto. Quero abraça-la, dizer coisas futeis, futeis mas cotidianas, cotidianas mas inteligentes. Quero ver nos seus olhos e saber que tenho um bilhete garantido a felicidade e liberdad. Nessa canção quero momentos fortes e momentos pianos. Quero mezzo, mezzo, mezzo, FORTE, piano em variações distintas. Momentos e instantes apreensivos, luas cheias, perfumes opulentes e luzes encaminhaveis. Não haveria falha no amplificador pois a música sera continua, e se ela parar, eu farei ela continuar com gotas de lembranças dos bons tempos que já vivi, pois são eles que adicionam os tremulos para as notas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outros solos reconhecem que eu amo o Brasil. Tenho mais uma semana e, no entanto, quero ouvir uma canção que me agrada – sobretudo uma que seja lenta. Quero deixar de sentar e cogitar a possibilidade que eu perdi um irmão gemêo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113713211023463675?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113713211023463675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113713211023463675' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113713211023463675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113713211023463675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/msica-que-quero-ouvir.html' title='A Música Que Quero Ouvir'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113696519418658585</id><published>2006-01-11T05:26:00.000-02:00</published><updated>2006-01-11T05:44:34.283-02:00</updated><title type='text'>Pensamento do Walt X I</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Várias pessoas quando me conhecem sabem que ha algum problema comigo: que eu não costumo jogar frases fora, que eu vivo preocupado com o estado natural dos seres humanos, que a cada segundo que alguém trai, fofoca, lança olho gordo a uma pessoa morrendo por fome ou genocidio em algum lugar do mundo. Talvez essa preocupação me domina em ocasiões impertinentes: quando estou com amigos, quando estou em algum lugar "sociável", quando tudo que eu deveria fazer seria apenas sorrir: eu não consigo. Alguns que me circundam passam a perceber que a algo de diferente: que os meus anos dourados se foram: e essa seria a explicação mais prominente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Não é somente a cru ignorância de alguns seres que me entristecem mas a falta de humildade. O que a maioria d'entre nós carescemos é um bom coração - o saber mas não adimitir, o poder mas ser sublime - sempre surge uma oportunidade para impormos ideias, porque não fazer isso com violência? O Walt-de-antes já não existe mais. O que vem agora é o Walt-de-depois, uma transformação por varios meios de produção que me extirpiram e me desnnaturalizaram para ser esse "monstro" que agora sou - o inseguro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Essa insegurança vive me irritando, me excoriando e me preocupando. Quando estou singelamente caminhando pelas ruas observo as pessoas ao meu redor - essas que me mirabolam. Perceberam que não vivo aqui - estão me rotulando porque devem ter preconceito - pronto! Sucumbo ao desastre e nem meu andar soa bem. Olha o meu passo-a-passo, que ridiculo! Derreto no chão e cesso de existir. Me flagelo nas gotas de chuva que vetorizam para baixo - e eu ali sem matéria, sem segurança ou beleza alguma - meu ego: inexistente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113696519418658585?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113696519418658585/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113696519418658585' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113696519418658585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113696519418658585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/pensamento-do-walt-x-i.html' title='Pensamento do Walt X I'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113661013009476826</id><published>2006-01-07T03:01:00.000-02:00</published><updated>2006-01-07T03:02:10.096-02:00</updated><title type='text'>Atras das Portas Enferrujadas</title><content type='html'>Chego a ser comparavel a um Sapo. Eu morfo e nao sou constante. Pouco sei eu de vaidade, e talvez isso seja devido ao fato que resido na lagoa; e para nos nao existem esgotos. O que eu faco me eh devolvido. Eu sou compensado com o que lavro e isso sem duvida me faz perceber que mudancas sao atingiveis e realizaveis. Quando me corto a pata eu perco o perito de nadar. Este Sapo, porem, nao se transforma num principe bonito e agradavel. Apareci de uma carcassa humana, e por um processo dolorido e pouco desagradavel aos espectadores eu mudei minha anatomia. Em certos momentos acarisciamos as Portas Enferrujadas para salvarmos dos nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos eu reconheco de longe. Eu continuo caminhando no meu rebulico com precaucao, olhando de lado e temendo as vozes que me eram direcionadas com uma tonalidade maligna. Tentando fugir de uma humilhacao por apenas estar num local virtualmente exposto. Por nao ser igual. Talvez eu tive a ideia em certo ponto da minha vida de querer ser igual, e nao ter falhido por falta de vontade mas pela obscura essencia de ser este avesso na minha sociedade; da inconstancia ao qual eu venho a viver, de perder amigos repetivamente e ter que me apresentar num novo ambiente talvez menos divino quanto ao outro que precedia. A minha inseguranca me era bastante clara e delicada, eu estava neste momento morfando de uma indiferenca para uma preocupacao: de sofrer uma disciminizacao de outros que poderiam nao gostar de como eu aparentava, talvez nao desfiguravam as minhas origens. Do indiferente me vem a reflexao importuna. Levanto os meus olhos adiante e vejo vividamente alguns jovens sussurrando ao meu respeito e gargalhando a minha existencia, agradeco a minha sensibilidade espontanea. Simulo nao ter visto e de repente me encontro com pensamentos irrisorios. Desvelo o meu rosto numa vitrine pouco depois, minha confidencia seguro com maos tremulas. Vejo os meus olhos negros e amarelos. Viro para as ruas frias e imundas e continuo a minha jornada ate em casa. Vontade de correr e ter que largar a minha vida futil e o meu mundo para tras mas os meus pes titubeantes nao permitem. Sinto a fraqueza me converter: ja nao tenho mais cintura. As minhas pernas com o meu torax estao juntamentes interligados por veias mais curtas que antes e ossos mais fragmentados. Sinto dor nas costas e tenho que me agaixar, trilhar selvagimente as ruas da cidade porque a minha forma nao ampara. Os musculos das minhas pernas se fortalecem entre as minhas coxas e sinto dor em andar. Paulatinamente as coisas mais proximas desenhavam-se com menos clareza. As lojas de perto, cujos conteudos eu maldissera com frequencia, ja nao me divisava; e se nao soubesse, sem que isso pudesse deixar lugar as duvidas, que passava em uma rua tranquila embora completamente urbanizada, poderia ter acreditado que a minha visao desvisava-se a um deserto no qual se fundiam indistintamente o ceu e a terra cinzentos por igual. Nao haviam mais discernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu perdendo a minha visao ou era isso efeito do meu daltonismo que de repente intensificou-se impetuosamente? Fiquei parado, arfante e nervoso. Meu coracao agitava proliferamente, nao havia controle nem maneiras para apaziguar o estado em que me encontrava. Fiquei por consequencia entalado, impossibilitado em absoluto de fazer por mim mesmo o menor movimento. Me encontrei a ponto de me asfixiar; e ate quando o frio era intenso permanecia ali um instante respirando com forca. Os que passavam ao meu redor se enojavam ou gritavam de pavor. Eu estava doente que queria apenas um auxilio para que eu pudesse ser escoado a algum hospital o mais rapido possivel. Assim transcorreram alguns instantes e eu ja me sentia exonerado. Tudo em redor silenciava, o que era talvez um bom sinal. Nao havia mais ninguem visivel nas ruas e estava solito novamente, ouvindo as batidas do meu coracao esbaforido. Ao alcancar para frente dei um salto, ao qual substituira os meus passos. Eu agia com pouco medo, por determinacao de humidar a minha pele que estava seca e requeria agua. Era a minha meta. Tive que me encontrar debaixo da lua cheia que brilhava intensivamente. Fiquei imovel, sucinto e inalterado. Apenas respirando. Pouco importava-me se ouvia o som da minha urna se apxorimando. Seria como apanhar um taxi, porem haveria uma afinidade diferente, nao voltaria a ser o que eu ja era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113661013009476826?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113661013009476826/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113661013009476826' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113661013009476826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113661013009476826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/atras-das-portas-enferrujadas.html' title='Atras das Portas Enferrujadas'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113660962583435977</id><published>2006-01-07T02:52:00.000-02:00</published><updated>2006-01-07T02:53:45.853-02:00</updated><title type='text'>Algumas Letras da Ásia</title><content type='html'>Um bangalo com muros em fragmentos de bamboo. Estava muito quente e o sol estava se escondendo neste crepusculo violeta e opulente. Era verao e a biboca, tal como aparentava, estava tranquila mancando qualquer tipo de estrepito. Havia uma brisa serena que assoprava nas entrecaidas palmas que marcavam o final do telhado da casa e o inicio do muro. Sonorava-se como chocalhos de uma religiao paga, a luminosidade dentro da casa era outro indicante do misticismo que ali pululava. O bangalo era cercado por mato e arvores tropicais, era afastado do vilarejo e somente se accessava ao local por qualquer meio fora pernambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supinava Suyang em sua cama. Num quarto com muros entalhados por tijolos sucessiveis. Atras dos tijolos estavam os caules dos bamboos, ao qual formavam a parte exterior do esboco da casa. Suyang era de classe media, e sendo um bom Indonesio, ele cultivava as suas terras para comprometer-se ao governo. Ele estava no inicio de seus quarenta, havia uma pele jovem e desrugada e era reconhecido como um exemplo para outros civis da vicinidade. Ele estava com a sua mao punhada e embutida na palma da sua mulher. Ele mal sabia os seus atos por falta de sanidade e consciencia. Ele suava frio e tremia, se fadigava ao pensar que havia uma forca o estremecendo, mas mal podia falar por ansiedade e desconforto. Ouviu-se um barulho de motor se aproximando na distancia. Era o medico que vinha o examinar e tratar de Suyang que nao havia se cuidado durante a sua labuta recentimente transgressivel. A sua mulher, ao qual gotas salinas percorriam sua face rosa e jovem, beijou o punho de seu marido que pelo ato fez um esforco desesperante para direcionar seus olhos a sua mulher, tremendo no processo. Ela sorriu impaciente e despondente, arredou-se ardilmente e se direcionou a porta principal; a qual flapejava com a brisa e adicionava a cacofonia da sonoridade natural do ambiente. As lampadas que estavam no quarto dancavam com o vento, Suyang teve que esperar para que sua mulher voltasse com uma resposta decisiva. Ouviu ele sussurros vindo de tras da porta, o medico havia chegado e seu diagnostico estava sendo cedido ao profissional que acabara de chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suyang havia sido infectado por um inseto, foi um Anofeles que lhe passou uma doenca intrusiva, ele havia adquirido Malaria ha algumas semanas previa aos seus sintomas. Ele, deitado na sua cama confortavel, trancava o seu olhar ao teto. A dor que o impelia era tamanha e insuportavel em alguns instantes que nada mais podia fazer mas rosnar, como se estivera em algum tipo de transe. A febre havia asonsoado Suyang, ja lhe ocorreu varias vezes halucinacoes pela temperatura que vinha atingindo quase quarenta. O suor havia molhado toda a sua roupa, e a sua sordidez estava progressivamente aquilindo. Ele estava tao entorpecido que nao podia se mexer, seu sofrimento era exasperante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo apos alguns murmuros que vinha de fora, entra a mulher dele com o medico. Um homem baixo e largo com um bigode curto. Eles se encaminharam para as aproximidades de Suyang. A sua mulher lhe entregou a mao do lado esquerdo do enfermo, que se entrelacaram novamente com o que aparentava ser um alivio ao paciente. O medico conversou com a mulher, eram palavras irrecognitivas para o paciente que sofria de febre alta e desnaturalizacao dos seus sensos. Ele retirou uma injecao e se aproximou de Suyang. Resmungou vociferosamente reconditos ao paciente e penetrou a agulha no seu braco direito. Havia uma pressao que condicionou um leve salto do paciente enquanto que seus olhos fechavam com afinco. Apos a aplicacao o paciente passou a descansar, sua ultima visao era ver o medico que lhe falava palavras sem sentido, Suyang nao quis entender, apenas se lepidou com a salvacao que se aproximava dele. Dormir era o seu subterfugio, e pensava ele que ao aprumar-se ele estaria saudavel novamente. Fechou os olhos e esperou o momento de acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113660962583435977?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113660962583435977/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113660962583435977' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113660962583435977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113660962583435977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2006/01/algumas-letras-da-sia.html' title='Algumas Letras da Ásia'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113210274981795689</id><published>2005-11-15T22:58:00.000-02:00</published><updated>2005-11-15T22:59:09.830-02:00</updated><title type='text'>Tenho mais Duas Decadas - Para que Sonhar?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Hoje o medico me olhou com um cinismo absoluto e me disse: “voce tem mais 20 anos de vida decido a sua saude.” Primeiramente, devo impor que eu nao reconhecia que eu havia tal problema de saude antes na minha vida. “A doenca” estava claramente ali desde infancia, mas nunca soube que ela me daria uma vida tao curta; uma a qual eu nao chegaria a ver meus possiveis filhos crescerem  e estudarem numa faculdade, uma vida que nao me permitiria de viver uma bodas, sem poder chegar aos meus 40 anos de idade. “A sua doenca somente piorou desde 2003. Precisamos examinar o seu sangue para vermos em qual fase voce se encontra”. Naquele momento senti-me assustado, como se uma nuvem negra teria ocupado a minha visao. Eu nao tinha ido ao medico para inquerir sobre “a doenca”, mas para ver o que ocorria no meu olho que sofria conjuntivite ja faz um mes. O medico era uma personalidade rara, que queria decepcionar as pessoas repetitivamente, mas dessa vez nao foi por total o cinismo que o acompanhou nas palavras: havia realidade. Minha mae me olhou, assustada, e disse que estavam para chegar resultados sobre “a doenca” do Brasil. No diagnostico Ararense, tudo estava sobre o controle, dentro dos limites favoraveis a uma vida longa. Meus genes me assustaram mais uma vez, uma doenca que pegou meus genes Possessivos com afinco total. Passou algumas horas e aprendi a aceitar, hao pessoas que tem 3 anos pela frente; outros com apenas um. O desespero de ganharmos consciencia de uma vida curta que nos espera pela frente e tamanho, enorme como os pilares de um estado inextricavel. Porem, imagine um ser com algum ultimatum de 3 meses? O que gostaria ele de fazer em tres meses que lhe confortaria do pensamento da morte? Recentimente, um ser humano foi naturalmente curado de AIDS, tendo sido rotulado como paciente em fase terminal “Eis o homem mais sortudo do mundo: curado pela AIDS. Vendendo o Sunday Herald de hoje: 3 libras e quarenta!”... os vendedores de jornais lucraram nesse dia – nao e a toa – AIDS mata mais de ½  de todas as mulheres na Africa Occidental, todos querem uma cura, mas ela nao se encontra por razao de precos excessivamente altos. O escoces que se aut-curou foi realmente sortudo. Meu tio, quando ele esperava pelo fim dele na cama do hospital, vivia com olhos cheios de medo e lagrimas secas. Tememos a morte quando sabemos que ela esta para vir nos buscar – eu tambem temo. Nao quero mais “A Doenca”. Gostaria de arranca-na dos meus genes frivolos. Eu morreria sem encontrar meu grande amor? Nao serviria jamais como o “principe” de alguem nessa vida ou sequer teria a oportunidade de conseguir os meus objetivos nessa vida. Escrevo pensamentos de certos incidentes que ocorreram hoje.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113210274981795689?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113210274981795689/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113210274981795689' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113210274981795689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113210274981795689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/11/tenho-mais-duas-decadas-para-que.html' title='Tenho mais Duas Decadas - Para que Sonhar?'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113174498627408416</id><published>2005-11-11T19:34:00.000-02:00</published><updated>2005-11-13T21:32:50.100-02:00</updated><title type='text'>Pela Rua na Qual Eu Caminhei</title><content type='html'>Se o acaso ocorreu de um día...&lt;br /&gt;Mais que belo e ensolarado,&lt;br /&gt;Fui eu transcender o pensado&lt;br /&gt;Para esse fator da minha vía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre meu coracao espantado,&lt;br /&gt;Cartilado por semi-difusoes.&lt;br /&gt;Meras percepcoes!! Ilusoes&lt;br /&gt;Das quais vi me encortejado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou humano, como assim sao vós.&lt;br /&gt;Somos pensamentos, em vez sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho ao lado da folha rústica, da mesma que por ontem passei. A imagem vem-me assim como um filme que desde minha concepcao esteve no placar, num cinema imóvel e estático, numa rua escura na qual passo cotidianamente. Caminho impunível, tremulo, preocupado, com olhares lancados ao ar esporadicamente e paulatinamente para verem rostos de ojeriza, olhares me desnudando com ódio na retinas. Caminho olhando para o chao. Procuro nao perceber os olhares, nao pensar que já passei pela rua na qual caminhava. Penso em várias teses: minha roupa, meu andar a minha mera existencia. Chego perto a explodir e desvanecer em ar fino, de tanta tristeza na qual uma lágrima nao pudera ser comprada. Basta uma solucao espontanea, arrancar meu livro da minha mochila na qual carrego ja tremulo, concentro me nos estudos&lt;br /&gt;para naquela rua me fechar do mundo ao meu redor. As lágrimas caem e as pessoas nao chegam a me perceber por um segundo, apos ser seguido pelo ar fresco humano que as seca e novamente sou rodeado por olhos mortais. Palavras nao rotulam o que sinto, e causas estao ausentes. Paro de andar, faco de conta que me interesso por uma vitrine, ao meu lado parece que os olhares sumiram: mirabolo circumspetamente e uma flecha mortífera me atinge. Nesse momento eu sei que nao posso voltar em casa. Procuro um parque naquela mesma rua, e encontro um que embora tenha o seu chao congelado e cristalino, hao corvos que picam o seu mar de nuvens no solo. Sento-me e fico estudando, pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce, pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passa uma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, e&lt;br /&gt;nao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino, com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meu redor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer um abraco para me descongelar e me fazer dormir durante a noite perene. Eu sou a concepcao do meu anti-estar, a flor da estacao resonante insolicitavel, o calor que radia dos meus próprios poros, a lingua que vem a dizer os escorregos sociais. Eu sou quem eu sou, e olhares continuam me cacando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113174498627408416?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113174498627408416/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113174498627408416' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174498627408416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174498627408416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/11/pela-rua-na-qual-eu-caminhei.html' title='Pela Rua na Qual Eu Caminhei'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113174479618970058</id><published>2005-11-11T19:28:00.000-02:00</published><updated>2005-11-12T23:18:52.563-02:00</updated><title type='text'>Enredo Medieval; Melico e Clara</title><content type='html'>&lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico entras no Enredo para encontrar Clara, bonita como era, com borboletas sobrevoando acima de sua cabeca que era contida de cabelos enrolados loiros. Ela sentava-se na margem do rio Florus, aonde cantava alguma musica que havía sido escrita para Melico, na qual ela estava loucamente apaixonada mais nao soubera se aproximar do jovem com a petulancia de o dizer coisas belas, e a realidade que era ele a quem ela procurava toda a sua vida. Melico, ao se aproximar, apaixonado pela musica de Clara, fez com que as pedrinhas borrifadas pelo rio quando havía transbordado no qual ele pisava entravam em atrito e soavam como o chocalho de um instrumento oriental. Clara sessou a cancao e olhou para trás para encontrar Melico, olhando aos pés, por incredulidade do som que desturbou a cancao da moca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara se levanta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Melico!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico ergue a cabeca para encontrar Clara, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Desculpe, nao quis interromper. Eu..&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Interromper meu momento de lazer? Como podes se desculpar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: É que havía uma solidao em mim, e com a senhora decidi vim encontrar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Es simpático.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara estava em refúgio de seu pai que estava embriagado em casa, olhou para o chao, ergueu os olhos a Melico novamente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Sente-se do meu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Obrigado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico se posiciona sentado do lado de Clara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: A água, dizem, que nos leva ao vázio... ao espaco. Que é a maior maravilha que um ser pode encontrar e sua maior tragédia ao mesmo tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O jovem preocupado, comeca a lacrimejar, e ela observa as gotas salinas que decorrem de suas palpebras ao fecharem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Ha algo que me persegue. Um escuro.. um semi-refúgio que nao desejo a ningém.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Estou a disposicao, caso queires compartilhar o que sentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: É do passado.. da maneira em que me eduquei. Errado.. de uma forma na qual semelhava a um monstro, algum ser desalmado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Mais o passado retorna para podermos aprender, é com isso que se justifica estados, filosofías, ciencia! Hipóteses na qual aprendemos as nossas falhas. Nao procure as hipóteses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Mais eu tento!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico comeca olhar para as estrelas, procurando palavras para descrever realmente o que sente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Eu nao fui amado Clara, quero que voce entenda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Amar é dinamico Mel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Para podermos compreender a nós mesmos, é preciso verificarmos o que os outros pensam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico mostra o seu braco para Clara, e ela encontra uma tatuagem de uma lua crescente, com um símbolo que parece um sol na outra metade dessa lua. Ela abre a boca de surpresa, e no inicio nao encontra palavras para dizer a Melico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Voce é Mareu?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Minha religiao, e o meu sofrimento. Ao mesmo tempo, minha escolha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Comandante Nauferatus, Ditador Bolaargh, até o padre Josefinus já te queríam morto!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Somos o problema nessa sociedade, quando nao ha ninguém para se culpar, eles culpam os Maréis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara surpreendida, comeca lacrimejar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Vim te dizer que fui encontrado no vilarejo, fui sentenciado ha 5 anos de prisao pela Corte do Estado, e condenado sobre o consenso Nauferatus... vivo meus ultimos días Clara, e vim me encontrar contigo porque creio que devo algo importante para te dizer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Que profanidade!! Isso nao pode acontecer!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico amava a Clara, assim como ela o amava. Os livros que ela havía escrito para ele, todos os poemas em que ela havía dedicado a ele pareciam entrar em chama. Clara estava perdendo seu folego, mais nao quisera aparentar pois nenhum sabía que um amava o outro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Eu vim aqui para confessar, que minha vida foi cheia de sofrimentos. Desde a escola onde fui pedrejado por meus coleguas, até o día em que fui derrubado num poco para morrer. Mais minha vida recentimente transtornou, provando para mim que o sofrimento compensou por um segundo da minha vida, um segundo em que tudo mudou. E este segundo foi quando...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico tirou uma tranca de amor, que era entregue pelos Maréis a quem eles amavam, e segurou firme na sua mao debaixo do bolso de sua blusa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Nao. O que eu vim te dizer é que...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico pensava se era justo dizer que amava ela, nos seus ultimos días de vida. Era um dilema que ele vinha encontrando e tinha que agir rápido, descobrir se suas acoes fossem ajudar em algo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Silencio. Melico olha para as estrelas, para o chao, e depois para o rio. &lt;i&gt;O rio nos leva ao vazio. Porém ao mesmo tempo ele é algo tao significante que traz vida a todos os seres humanos.&lt;/i&gt; Nesse instante, Clara que nao soubera o que fazer tirava do bolso dela uma jóia, na qual ela havía gastado todo dinheiro que ela havía recebido aquele mes para compra-la caso ocorresse algum instante na qual ela pudera declarar o seu amor a Melico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Eu vim me despidir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O condenado, que ao apertar forte na tranca do amor, tendo tomado a decisao, deixa-a cair novamente ao fundo de seu bolso. Ele se levanta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: Adeus Clara, foi um prazer conhecer-te. E se eu tiver a oportunidade de a rever novamente, sería uma regalía para mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara que ainda lacrimejava, olhou para cima, levantou, e nao sabendo como agir entregou a sua mao para Melico, daixando cair no chao molhado e imundo a jóia que havía ela guardado para Melico. A jóia desaparece debaixo da terra molhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Farei minha presenca uma obrigacao, no día da sua execucao.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico olha para Clara uma ultima vez, vira seus olhos para o chao, e a reve novamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico: O prazer nessa vida foi ter conhecido-te. Que deus te abencoa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Clara: Que deus esteja contigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Melico sorriu graciosamente, virou suas costas e voltou ao vilarejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Clara entrou em desespero e chorou a noite toda. Nao podia mais guardar os poemas que havía escrito para Melico entao decidiu enterra-los.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113174479618970058?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113174479618970058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113174479618970058' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174479618970058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174479618970058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/11/enredo-medieval-melico-e-clara.html' title='Enredo Medieval; Melico e Clara'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-113174448404982579</id><published>2005-11-11T19:21:00.000-02:00</published><updated>2005-11-13T21:36:42.353-02:00</updated><title type='text'>Puteiro Carnavalensis</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Se caso eu tinha lágrimas para escorrer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sería por uma causa justa e formal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Do que os olhos consideram anormal,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que as palpebras apaguem, num amanhecer&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Livre e espontanea vontade de modular,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Brincar com políticas eu irei um día.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E como eu irei, oh! Fontes vazías:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O rejuvenescimento dessa vontade popular&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Mal consigo criar pombas de paz no meu mundo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Nao sou deus, para de trovoes criar estrondos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; font-family: georgia;" align="center"&gt;&lt;i&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Que por um cisco de olho, consigo limpar o imundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; font-family: georgia;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Abri eu a porta do taxi para encontrar o mesmo taxista. Para variar havia acordado tarde e eu percebia que havía algo de errado, eu já tinha perdido as duas primeiras classes do cursinho. Com um sorriso agradavel, e olhos azuis e europeus, o taxista exlamou-me “Gütten Mörgen!”, eu gargalhei por seu sotaque Brasileiro, carregado de um espirito matutinamente latino, e retorqui a mesma frase para ele. Eu e a minha irma entramos no taxi logo na Avenida Paulista, e nos direcionamos á Liberdade, aonde estava localizado os nossos estudos. No taxi conduzi meus pensamentos as justificacoes do meu pusilanime. Minha irma nao me entendía, meus pais me tutelavam desde o inicio, mais quis vir para a terra-das-promessas*. Estava eu perdendo a magía de viver nesse pais? Sera que eu cometi um erro grandioso? Meu plano infalivel falhou-se e desmorronou no chao com tal ímpeto que ouvía-se os ruídos de quilometros a distancia? Uma coisa é certa, eu estudava o día inteiro sem parar, mais meu inconsciente me dizía que o meu caminho-brasileiro nao era para ser, que eu nao apartencia na terra que havía aclamada como minha querida: pois eu nao despertava! Meu mecanismo corporal intransigente nao aprumava-se na hora certa. Chegamos no cursinho. Eu estava com o pensamento agitado. E os pormenores da minha visao hao de seguir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Desco do carro e vejo casais se abracando de tal fato que parecera um estupro. Eu mirabolava ao meu redor mais ninguém se preocupava: parecía ser a coisa mais normal que exsitía no ambiente. Será que ela foi contratada ou é ela uma oferecida? Ao perceber meus olhos arregalados vem-me um Paulistano por tras, e encostando a sua mao no meu ombro ele diz: “Deixe de olhar cara, é normal. Cada um com sua vida, é para aproveitar a juventude!”, olhei para tras para encontrar um pisco do garoto, jovém e coloquial, esse foi-se embora. Para me dizer que aproveitar a vida no meu país é se render a prostituicao na Europa ou em qualquer outro país que ja fui. Pensei nas leis “Al-Sharía” que torturou mulheres no norte e l’este da Nigéria, na informalidade na escrutinidade feminina na maioría dos países fundamentalistas. Parece que as ondas feministas de 1860 e a segunda onda em 1970 nao chegaram ao Brasil. Atropelo-me acima de um limpador de vidro do cursinho, e suplico pela sua desculpa. “Deus nunca condenou ninguem que ele considerava seu filho. Apenas o conduziu a liberdade total. Sempre manifestou sua sabedoría acima de nos, seus filhos, como forma de fogo por exemplo: Exodo capitulo 2. Nao se desculpes meu caro amigo, va com deus.” Imobilizado me direcionei ao altar da escola. Por incrivel que pareca, um homem que decorou a bíblia trabalhando num emprego semi-informal, ganhando um salario minimo, e havia perdido um filho por malnutricao no seu antepassado. Cultura economica no avesso? Comecou o cursinho. Botei minha cabeca na minha própria cidade: Araras. E como professores simpáticos podem conduzir um corpo estudantil ao lado errado das informacoes: “Cuspir chiclete no chao é proibido na Singapura! A Suica é quase 80% Industrializada! O HDI mede os valores economicos das sociedades!” dizia um professor [nao digo mais nada], que na realidade nao passara de invencoes espontaneas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Sentei me na carteira do Anglo Tamandaré. Eu ví meninos com bonés americanos, meninas de mini saias tao curtas que dava para ver o que havía por baixo, gente se xingando de bicha, como se fora um insulto. Estudantes jogando pedacos de papeis um ao outro. Era um puteiro-carnavalensis. Era triste e me quebrei em prantos por ver o que acontecía, eu comecei chorar por ver a situacao em que eu estava. Chorei pelo Gütten Mörgen, chorei pela prostituicao, pelos pobres sábios, pelos insultos maldirecionados, pela Americanizacao do Brasil, chorei pelo jovem mal-direcionado pela Indigenacao cultural que devastava o Brasil. Chorei por desespero e nao me importava quem estiver ao meu lado. Alguns repararam, amigos vieram me abracar, outros nao entendiam minha decepcao. Que durante 19 anos me ludibriei com um Brasil que nao existia. Que por causa de uma namorada que me traía repetitivamente larguei minha vida para explorar a ilusao que havía criado de uma nacao. Que eu nao segui o conselho de Benedict Anderson, que nao quis decifrar as conseguencias de Bolivar ou Tiradentes, que creía nascer em mim uma cultura imaginária que havía criado durante toda a minha vida, e que se borrifava pelo chao nesse exato momento de sufoco e tristeza. Perdi meu ar e consegui me acalmar. Senti-me alíviado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Entrei na minha faculdade de manha, comprimentando o porteiro com um sorriso cordial. Eu havía aula de Relacoes Internacionais nessa quinta-feira, passei pela catraca escorregando minha carteirinha aonde apropriado e me conduzi para a sala de aula. No caminho encontrei um casal, debatendo sobre a crise petrolífera dos anos 70 e como isso contribuiu para as mudancas em organizacoes internacionais assim como o FMI e o Banco Mundial. Ao continuar encontro um trabalhador que construía um novo elevador para a faculdade, ele recebía um salário mínimo, mais após as crises das Unioes de Trabalhadores nos anos 70 com o Governo Thatcher Conservador, o parliamento passou um sistema de juro que favorecía os pobres. No fim do mes os pobres e os ricos ganham quase a mesma quantidade no que se chama de “Welfare State”. [o que o Lula quer criar com a reforma provisória, mais talvez da maneira errada. Nao recebeu apoio da elite, os ricos, e as multinacionais]. O trabalhador sorría e tinha um filho na faculdade em que eu estudava. Continuei pelo corredor da faculdade até chegar a minha sala. Sentei do lado de um amigo do Caribe e ficamos conversando antes da aula comecar. No canto da sala eu vi uma menina. Parecía triste e solitária. “Aquela menina, ouvi falar que ela vem do seu pais!” disse o meu amigo, apontando para a parte da sala em que se encontrava Elisa. Pensei na vida em que ela tinha aqui, e como era melhor para ela aprender sobre feminismo, e sentir orgulho em ser uma mulher bem tratada na sociedade, do que viver de outra forma. Eu fui encontrar a Elisa no fim da aula, e ao me ver lancou me um sorriso consolidado. Era uma moca salva pela condicao em que várias ainda sofrem no meu pais, era uma moca livre. Nesse momento me veio pela cabeca o pensamento mais comum que já tive. Que um día, com ajuda de outros amigos e com a ajuda da Elisa, poderemos ter a forca de fazer do Brasil um melhor lugar para se viver, de mostrar para muitos como o meu pais seguiu, por muito tempo, um caminho totalmente errado e grotesco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-113174448404982579?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/113174448404982579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=113174448404982579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174448404982579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/113174448404982579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/11/puteiro-carnavalensis.html' title='Puteiro Carnavalensis'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112845059843162898</id><published>2005-10-04T15:26:00.000-03:00</published><updated>2005-10-04T15:29:58.436-03:00</updated><title type='text'>O meu Muro Negociou</title><content type='html'>Todo mundo tem seu muro para construir, manter barragens, aprumar uma separacao do que mais nos agrada e, muito pelo contrario, o que nos desagrada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao tenho animo para continuar.. minha confusao me renhe no momento. Preciso recuar para que isso nao afete os meus estudos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112845059843162898?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112845059843162898/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112845059843162898' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112845059843162898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112845059843162898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/10/o-meu-muro-negociou.html' title='O meu Muro Negociou'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112820948199409646</id><published>2005-10-01T20:29:00.000-03:00</published><updated>2005-10-01T20:31:22.000-03:00</updated><title type='text'>O Meu Sono</title><content type='html'>O meu sono me incapacita, aos poucos, por pedacos.&lt;br /&gt;O meu sono me traz uma tristeza, quem sou eu? Um vacuo.&lt;br /&gt;O meu sono acaba me cortando, me matando, me apagando.&lt;br /&gt;O meu sono nao deixa de passar, nesse frio, no meu vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112820948199409646?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112820948199409646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112820948199409646' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112820948199409646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112820948199409646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/10/o-meu-sono.html' title='O Meu Sono'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112485295281791747</id><published>2005-08-24T00:08:00.000-03:00</published><updated>2005-08-24T00:14:41.330-03:00</updated><title type='text'>Por Hoje</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Confuso mas não perdido, triste mas não ferido, sozinho e não querido; é como eu me sinto. Amado e desamado, sujeito com seus defeitos, altruista num mundo turista; é como eu me sinto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Já não falo mais da minha experiência afora pois venho a perceber a agonía de querer sair de tal mundo para poder me equilibrar em casa. Mas chego nas minhas portas para não ser abraçado, chego no meu ambiente para ser trancado afora, não encontro mais o ar que antes encontrei: não ha mais prazer nas cores que um día eu fui ver. Procuro respostas mas não encontro, assim como os oxímoros que denotei no inicio desta mensagem. Não vejo mais brilhos radiarem dos meus olhares, e quando triste; não encontro razão alguma para tal despondência. Ou estou depressivo ou então apaixonado. Mas apaixonado por quem? A vida me deixa sozinho a cada vez mais, caminho num deserto imune a qualquer sentimento que podemos chamar de amor. O passado me tormenta e o meu jeito me lamenta, más sera que devo viver sozinho por mais algum tempo? Quando encontrarei alguém? Perderei minha liberdade por total novamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira mantém-se pendente, a segunda é descartada. Não sou depressivo, e eu sei aclamar isso pois eu conheço minhas próprias dinâmicas. Então quem sou eu? Se nenhuma das duas hipótese funcionam para explicar o que sinto, porque me mantenho tão triste quando basta apenas sorrir para a Lua? – o céu a mais bonito no Brasil, e ele muitas vezes me contenta por funcionar como um show de fogos – não quero manter-me distante do que eu amo, não quero perdê-las por insípidas, quero assegurar minha posição e o jeito em que vejo o mundo. Não quero perder tudo tão já, não quero cair triste sem saber o porque embora possa haver razões. O passado me provou que o presente é esperado, e se for esperado porque me desontentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas que eu pensava poder amar desapareceram, estou isolado. Meus planos refringidos e os meus amigos ocupados. Meu estilo de vida me tormenta; meu andar me causa insegurança: minha aparência, meu jeito de ser, meu sorriso, e até a minha escrita. Minhas idéias estão inválidas numa era que finalmente consigo dormir. Tudo que quis agora eu tenho menos a felicidade e a certeza. Hoje fiquei trêmulo, palido e fraco. Os que me conheçem perceberam e os que nunca me viram na face do medo não entenderam. Não conto mais os dias pois isso é um absurdo, estou com quem eu amo, e quase mais que isso. Me contento com mensagens ao dia, textos de agradecimento, saudades e cheio de esperanças: para que eu possa continuar e que eu não estou sózinho neste mundo. As vezes querer visitar um amigo é mais desejoso que o que eu demonstro: minha família pode ser um muro para que eu possa fazer coisas que quero [querida]. Já que não ajo eu perco, e ninguém saberá que um dia eu vos amei, e que isto me sustentou e me ajudou bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leio resmungos de amor, nós e sós, nozes e dós, choros e coros; procuro não invejar. Meu único relacionamento foi uma merda, as chances para que o próximo seja a mesma coisa poderão ser grandes. Que se dane então. Eu amo mas não tomo iniciativa. Fico sozinho e triste por estar desta maneira. Eu fico mudo e ninguém saberá que um dos meus remédios é tão temido por mim mesmo pelas experiências do passado. Mesmo amando-vos fico feito múmia. Estou feliz porém triste, eu sou o Walt porém vázio, e um café contigo junto a um sorriso me agrada. Até quando?… Vos manteis distiancia por saber que um día irei perecer, desvanecer do nada. E que minhas lágrimas cheias de amor vos ferirão, e que vendo vossa pusilânime face me fara amar vocês com mais afinco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virar as costas e caminhar quando não se é a coisa certa a fazer pode corroer um coração. Muito mais ainda quando um abraço sente duas acidez de lágrimas salinas diferentes na minha blusa de lã. Não quero passar por isso. Mesmo amando e desamando, triste e contente prefiro viver momentos sózinhos. Algum día meus amigos estarão livres assim como estiveram quando eu trabalhei; mas no lavor o tempo passa como quando chega a hora da colheita, o fazendeiro senta e mirabola o relógio na sua casinha de sapê; ele lacrimeja por saber que a época de plantação mantém-se distante. E seu coração diminue ao saber da espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por hoje minha angústia e solidão fala.. por hoje é só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112485295281791747?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112485295281791747/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112485295281791747' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112485295281791747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112485295281791747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/por-hoje.html' title='Por Hoje'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112397007621378343</id><published>2005-08-13T18:43:00.000-03:00</published><updated>2005-08-13T19:15:16.683-03:00</updated><title type='text'>Tchê</title><content type='html'>Agora eu me lembro dos ares do passado. Somente quando desce a névoa nos recordamos de como eramos inocentes. Quero arrastar os velhos tempos para poder tangi-los de neon, para acalmar a minha angústia de que estou mais velho e fraco hoje comparado a ontem. Agora eu me lemmbro... ah sim! Dos amigos que do meu lado sentavam, que ligavam para mim para podermos sair, agora eu me lembro daquele nome; do nome do menino que me levou pra corte. Que ao sentar do lado dele no tribunal ele se trajou de um enimigo, mas ao meu lado na sala de concerto ele era um amigo. Agora eu me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rio. Ahh, agora eu me lembro. Passeando com um grande amigo. Nadavamos na cachoeira sem pensar. Agora eu me lembro dos sorrisos que trajavamos e das ajudas que o entreguei com singelas palavras. Eu me recordo. Também me recordo um ano antes, quando esse mesmo segurava um facão em suas mãos pronto para me matar. Me matar por eu não querer sair com ele, me matar para nunca mais me ver respirar. Que solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me recordo. E como que me recordo, de um amor que tanto ludibriei. Que na litigação tristonha fora se encontrar. Eu me lembro da menina que compunha músicas, escrevia poemas e tanto temia em perder. A menina que solicitou outras bocas, que gritava comigo e que não deixava-me ver meus avôs. Como eu me lembro pelo trauma que peguei. Como todos que converso hoje eu temo, tenho medo de todos com quem converso. Nunca mais encontrar meus antepassos eu irei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro; pela nevoa eu me lembro. Procurando uma soolução para deixar essa vida. Estudando as metafísicas da morte: eu me lembro, e como me recordo, procurando pular do meu prédio. Nada cliché, apenas pelo frio na barriga que me daria. Me recordo da depressão, e como eu me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrando foi quando eu me acordei, que por mais simplória e frágil uma flor, outros querem pisar nela. Foi assim que percebi que melhor não conversarmos, pois ela nos traz dores. Eu me lembro de um día que chorei, e eu me recordo que ninguém veio me ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é sendo ajudado que nos dá a razão de ajudarmos os outros. Ajudemos os outros sem esperarmos algo de retorno. Egoismo é pensar numa regália somente quanto for lhe atribuida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112397007621378343?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112397007621378343/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112397007621378343' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112397007621378343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112397007621378343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/tch.html' title='Tchê'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112389505143802542</id><published>2005-08-12T21:15:00.000-03:00</published><updated>2005-08-12T22:11:33.153-03:00</updated><title type='text'>Mergulhando nas Confusoes [12.08]</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;A forca militar Israelita [IDF] esta pronta para comecar a evacuacao de residentes Judeus da faixa de Gaza. Os procedimentos da maior evacuacao de habitantes durante mais de duas decadas apresenta grandes duvidas sobre o que torna um estado Judaico Judeu.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Estamos no ultimo sabbat de Julho, uma noite serena com um calor morno apos os raios solares do dia. A cidade-linear, intraficavel de Neve Dekalim esta texturizada por pessoas que caminham por suas ruas voltando de jantares familiares ou entao conversando lentamente com seus vizinhos. Repentinamente, um altofalante quebra o silencio. "Residentes, boa noite e bom Sabbat. Favor irem aos predios protegidos imediatamente."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Os cidadoes respondem ao aviso assim como responderam as bombas que cairam na mesma cidade horas antes. Eles nao dao a menor atencao.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Milagres em Neve Dekalim fazem parte do dia-a-dia. Conforme os habitantes Judeus na cidade em Gaza, alguns 6,000 misseis ou bombas Qassam foram lancadas em sua cidade desde a erupcao da segunda intifada [al-Aqsa] 5 anos atras - quase uma bomba para cada Judeu na cidade. Porem, somente um morador foi morto. Armas primitivas de covardes, um estatisista diria, e uma populacao bastante dispersa, em casas simples e pequenas com seus grandes jardins. Porem, segundo as palavras de Ruth Cohen, da cidade vizinha Ganei Tal, "Toda vez que um missel voa em nossa direcao, Deus o espanta com um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;matka&lt;/span&gt;." [anti-misseis israelitas]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;A creenca que o Eterno se diverte Consigo mesmo jogando o esporte de praia nacional de Israel com bombas explosivas tambem e uma razao porque varios ainda nem comecaram a empacotar suas malas, ainda decidindo aondo irao viver e se inscrevendo para compensacoes do governo. Na Segundafeira, 15 de Agosto, a forca militar Israelita ira entrar em Gaza para retirar os ultimos moradores da regiao, tambem em quatro regioes isoladas na Cijordania. Porem alguns irao esperar para ver o que acontece. Deus pode dizer para que eles saem de Gaza - temporariamente. Se nao for o caso, Ele ira cessar essa remocao.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Muitos Israelitas nao conseguem tomar posse dessa ideia. Eles nem conseguem conceber uma razao do porque alguem ira querer viver num ambiente calor, deserto, bombardeado, contornado por barbantes de seguranca e torres de vigilanca, nem porque alguns gostariam de colocar suas criancas em tal situacao. Isso tudo deve ser fora de fanatismo religioso, ou entao uma vontade louca de fazer a vida miseravel de 1.3m de Palestinios apertados no resto da faixa de Gaza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;"Olhe atraves da ideologia," diz Gideon Aran, um sociologista na Universidade Hebraica em Jerusalem. A resposta "qualidade de vida" parece ser uma piada ruim, porem todos em Gush Katif, religiosos ou seculares, dao essa mesma resposta. Nao e somente devido as casas grandes e as ruas tranquilas. Insulados de Israel assim como dos Palestinos, o lugar evoca um tempo mais antigo e inocente. As casas podem ficar destrancadas. Os pais nao devem se preocupar com aonde irao suas criancas durante a noite. Muitos habitantes, antigos residentes de pobres, feias cidades, tambem encontram um certo senso de comunidade, de construirem algo novo. A frase "Jardim Eden" pode ate ser ouvido nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Porem assim como o Adao e a Eva, eles sabiam que um dia eles teriam que sair, os habitantes das terras controladas por Israel reconhecem seus pecados iniciais. O governo amparou para que eles mudassem para as terras conquistadas apos a guerra de 1967 - alguns depois de terem sido evacuados de Yamit, a parte no norte de Sinai [conquistada inicialmente em 1956 e depois, novamente, em 1967], quando Israel devolveu a terra ao Egipto em 1982. As relacoes com os Palestinos era otima. Ate os habitantes seculares invocam a ideia da terra ter sido um simbolo biblico de uniao entre os dois povos. Eles acreditavam que estariam aumentando as fronteiras do estado. Ao contrario, eles se encontraram num espaco justo do lado de fora da terra prometida, mantida por uma barreira de protecao feita de alta tecnologia em que os Israelitas ordinarios estao cansados de contribuir com seus juros, e por milagres, que eles muito pouco acreditam.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;A desghraca vai ser dificil de aceitar. Para deixar uma terra nao somente implica jogar fora anos ou decadas de investimentos em predios, casas, fazendas e comunidades e procurar, talvez com pouca vontade, por novos empregos que sao limitados no Israel. O que significa e voltar a um Israel que virou pouco acolhedor: por serm assim como Sr. Aran coloca em palavras, "colocacoes-e-curriculados cidadoes numa politica fedorenta e uma realidade civil". Mas para que? Como muitos em Israel, eles estao cepticos que a "desocupacao" ira trazer beneficios; ao contrario, eles temem que os extremistas Palestinios irao perceber que terrorismo realmente funciona.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;font-size:85%;"  &gt;Quase metade de um milhao de Israelitas residem em terras Palestinas desde a guerra de 1967. A grande maioria estao em comunidades Judaicas nao muito longe da fronteira [a tal Linha Verde], aonde a qualidade de vida e maior e precos sao mais baratos; eles nem se consideram ocupantes de territorio alheio, porem muitos corpos internacionais [a ONU inclusa] concluem que eles sao. Os "ideologicos" que residem nas colonias mais distantes, no interior distante da "barreira de separacao" Israelita, sao menos de 100,000. Em Gaza, em torno de 8,000 estao sendo evacuados. E Gaza tem uma importancia muito menor economicamente, estrategicalmente e biblicalmente que a Cijordania.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Porem muito mais esta sendo manipulado em vao em Gaza. O movimento de ocupantes por inteiro veem a remocao como a ponta de uma faca que, eventualmente, ira remover Israel da Cijordania e do l'este de Jerusalem ao mesmo tempo, como indicado pelo plano Clinton ha 4 anos atras. A contenda sobre Gaza tambem virou um pernicioso teste de poder entre os "populares" Israelitas, em maioria os Judeus seculares que dizem que estao feliz por entregarem terra para serem retribuidos por paz, e o movimento dos nationais-religiosos que dificultam as decisoes da remocao dos ocupantes. O movimento tomou mais poder desde 1967, e eram, ate a lideranca de Ariel Sharon, o grande pesadelo de Primeiro Ministros como Yitzak Rabbin, que tomou grandes passos para a criacao de um estado viavel da Palestina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana,geneva,arial,sans serif;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;W&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;alt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112389505143802542?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112389505143802542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112389505143802542' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112389505143802542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112389505143802542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/mergulhando-nas-confusoes-1208.html' title='Mergulhando nas Confusoes [12.08]'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112389209202523895</id><published>2005-08-12T21:01:00.000-03:00</published><updated>2005-08-12T21:15:15.500-03:00</updated><title type='text'>15/08, ou entao 17/08 - A Retirada</title><content type='html'>Tiro os meus pes da agua para nao poder me resfriar. Eu levanto cogitavel e me encaminho ate ter uma distancia relativa ao banho no qual repousavam os meus pes. Lanco olhares para tras e encontro lagrimas nas minhas bochechas salinas; "o que devo esperar da remocao?". Fico imovel por um tempo, sentindo a frieza do momento, queria tanto sair mais sera que o ato me renderia mais vivo e sustentavel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mensagem aos habitantes: retirarem-se da area agora. Evacuarem a vicinidade imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Nao ha tempo para pensar, me distancio do meu banho que uma vez pareceu eterno e me encaminho a fronteira no qual o destino e querido pelo meu coracao. Outra luta entre o coracao e a cabeca? Chegando na fronteira encontro barbantes; alguma coisa estou deixando para tras, porque o meu caminho seria ele tao dificultado se fora isso que deveria acontecer? Eu decidi que iria participar da retirada, entao nao posso mais olhar para tras: a saudade, o meu jeito, meus costumes quando os meus pes descansavam no banho gelado. Lacrimejando eu continuo, atravesso a fronteira entao deixando o que eu chamaria durante um bom tempo de "minha casa", meu abrigo, a minha personalidade. Eu perdi, de um dia ao outro; tudo. Ao chegar na nova terra eu lanco um ultimo olhar para meu banho, vejo sombras com bandeiras, vejo alguem tomando o meu lugar, vejo minha indentidade apagar. Como Napoleao foi recebido depois de Elba, eu estava me apagando por vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Voce fez muito bem. Parabens! Voce deve se sentir orgulhoso da sua missao. Tenho certeza que o evento passado ira te ajudar no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Eu ja regressei, o meu sonho nao fazia mais parte de mim. Sentei na minha nova casa sem poder olhar para tras: era um grande erro que cometeria. A vida sempre continua e de fato o tempo nunca para contra o nosso favor. Ele nos permite esquecer as coisas, nos amnesiar das dores e rancores. Nunca fui a mesma pessoa que fora antes. Apos o banho, no qual eu agora percebo que tanto amava, nao tivera mais a oportunidade de me complascenciar com tal luxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;W&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;alt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112389209202523895?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112389209202523895/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112389209202523895' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112389209202523895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112389209202523895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/1508-ou-entao-1708-retirada.html' title='15/08, ou entao 17/08 - A Retirada'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112318758110656472</id><published>2005-08-04T17:32:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T17:33:01.106-03:00</updated><title type='text'>Soneto da Lua</title><content type='html'>Iniciai a nossa era&lt;br /&gt;Como protetora, mitigavel.&lt;br /&gt;Sua figura; ao ser uma esfera&lt;br /&gt;Rende o sentimento variavel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, instiga em nos ofego.&lt;br /&gt;Espreite namorados na praca.&lt;br /&gt;Guarde nosso consciente ligeiro&lt;br /&gt;E controle lastimas da lembranca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Implacavel seria se fosse tao humilde,&lt;br /&gt;Amor pelos imperfeitos, passamos incredulidade&lt;br /&gt;Por nossos erros, lua que simboliza sinceridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ignoramos porque subestimamos seu poder.&lt;br /&gt;Conscientizamos que viajaremos a voce ao padecer.&lt;br /&gt;Ajudaremos o amor com voce, antes do sol nascer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112318758110656472?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112318758110656472/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112318758110656472' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318758110656472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318758110656472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/soneto-da-lua.html' title='Soneto da Lua'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112318749164360975</id><published>2005-08-04T17:31:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T17:32:27.546-03:00</updated><title type='text'>Soneto do Acidente</title><content type='html'>Oh justica! Aonde trotaste neste dia?&lt;br /&gt;O que levou meu ser a crueldade?&lt;br /&gt;Arremesso neste contingente de estripulia&lt;br /&gt;Sem considerar esta individualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde foi se minha consciencia?&lt;br /&gt;O querida, meus pesames pela maldade!&lt;br /&gt;Jamais haveria feito por insolencia.&lt;br /&gt;A carrego inteira sangria, considero amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderemos ter sido amigos nesta vida.&lt;br /&gt;Mas tudo se acaba por seu lado.&lt;br /&gt;Seu rosto grotesco reflete; nenhuma saida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria da sua familia, o que pensarao de mim?&lt;br /&gt;Serei-eu, minha querida defunta, um assassino?&lt;br /&gt;Saiba que ao resvalar a vida, nossa amizade nao ha fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112318749164360975?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112318749164360975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112318749164360975' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318749164360975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318749164360975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/soneto-do-acidente.html' title='Soneto do Acidente'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112318747122486887</id><published>2005-08-04T17:30:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T17:31:11.223-03:00</updated><title type='text'>Mensagens Aborboletadas</title><content type='html'>Eu me deixo ser levado&lt;br /&gt;Por esse fantasma:&lt;br /&gt;Por certos murmuros,&lt;br /&gt;Individualmente entregado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se enterra em mim lavradamente&lt;br /&gt;O som de ter ouvido um mar,&lt;br /&gt;E que, mitigando-me ao luar&lt;br /&gt;Me posiciono num deserto ardente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ha sim, consciencia dos meus passos&lt;br /&gt;E saber para aonde eu caminho:&lt;br /&gt;Mesmo relativamente sem destino&lt;br /&gt;Lucidamente sei os espacos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo; concomitancia&lt;br /&gt;Infesta me a penúria&lt;br /&gt;Um vázio dessa ternura&lt;br /&gt;De certa leve má distancia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hao anjos do meu lado&lt;br /&gt;Me denunciando o que fazer&lt;br /&gt;Um sentimento ao crescer&lt;br /&gt;Me assurda: sou afastado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio frivolo acorrentado&lt;br /&gt;Numa sala desbotada.&lt;br /&gt;Mensagens aborboletadas&lt;br /&gt;Me caminham do pensado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma flor nao tiver semente&lt;br /&gt;Progredia-se independentimente.&lt;br /&gt;Fora isso, da vida, consequente?&lt;br /&gt;Ou algum remédio pra nossas mentes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112318747122486887?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112318747122486887/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112318747122486887' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318747122486887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318747122486887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/mensagens-aborboletadas.html' title='Mensagens Aborboletadas'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112318691147746541</id><published>2005-08-04T16:46:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T17:24:44.736-03:00</updated><title type='text'>Pela Rua na Qual Eu Caminhei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se o acaso ocorreu de um día...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mais que belo e ensolarado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fui eu transcender o pensado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para esse fator da minha vía.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ocorre meu coracao espantado,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cartilado por semi-difusoes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Meras percepcoes!! Ilusoes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Das quais vi me encortejado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sou humano, como assim sao vós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos pensamentos, em vez sós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Caminho ao lado da folha rústica, da mesma que por ontem passei. A imagem vem-me assim como um filme que desde minha concepcao esteve no placar, num cinema imóvel e estático, numa rua escura na qual passo cotidianamente. Caminho impunível, tremulo, preocupado, com olhares lancados ao ar esporadicamente e paulatinamente para verem rostos de ojeriza, olhares me desnudando com ódio na retinas. Caminho olhando para o chao. Procuro nao perceber os olhares, nao pensar que já passei pela rua na qual caminhava. Penso em várias teses: minha roupa, meu andar a minha mera existencia. Chego perto a explodir e desvanecer em ar fino, de tanta tristeza na qual uma lágrima nao pudera ser comprada. Basta uma solucao espontanea, arrancar meu livro da minha mochila na qual carrego ja tremulo, concentro me nos estudos para naquela rua me fechar do mundo ao meu redor. As lágrimas caem e as pessoas nao chegam a me perceber por um segundo, apos ser seguido pelo ar fresco humano que as seca e novamente sou rodeado por olhos mortais. Palavras nao rotulam o que sinto, e causas estao ausentes. Paro de andar, faco de conta que me interesso por uma vitrine, ao meu lado parece que os olhares sumiram: mirabolo circumspetamente e uma flecha mortífera me atinge. Nesse momento eu sei que nao posso voltar em casa. Procuro um parque naquela mesma rua, e encontro um que embora tenha o seu chao congelado e cristalino, hao corvos que picam o seu mar de nuvens&lt;br /&gt;hao corvos que picam o seu mar de nuvens no solo. Sento-me e fico estudando,pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce,pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passauma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, enao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino,com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meuredor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro no solo. Sento-me e fico estudando, pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce, pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passa uma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, e nao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino, com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meu redor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer um abraco para me descongelar e me fazer dormir durante a noite perene. Eu sou a concepcao do meu anti-estar, a flor da estacao resonante insolicitavel, o calor que radia dos meus próprios poros, a lingua que vem a dizer os escorregos sociais. Eu sou quem eu sou, e olhares continuam me cacando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112318691147746541?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112318691147746541/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112318691147746541' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318691147746541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112318691147746541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/08/pela-rua-na-qual-eu-caminhei.html' title='Pela Rua na Qual Eu Caminhei'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112270300552549022</id><published>2005-07-30T02:54:00.000-03:00</published><updated>2005-07-30T02:56:45.526-03:00</updated><title type='text'>On &amp; On</title><content type='html'>Make me frown for one last time&lt;br /&gt;Keep me down, now smile so dry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And its on and on again;&lt;br /&gt;And its on and on and on and on;&lt;br /&gt;And on and on and on and on again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bring me near feeling gargoyled:&lt;br /&gt;Shed in me tears, then hoists me off.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And its on and on again;&lt;br /&gt; And its on and on and on and on;&lt;br /&gt; And on and on and on and on again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concile now then say its late.&lt;br /&gt;Let me say to you my broken precious:&lt;br /&gt;I need to segregate&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And its on and on again;&lt;br /&gt;  And its on and on and on and on;&lt;br /&gt;  And on and on and on and on again.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112270300552549022?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112270300552549022/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112270300552549022' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270300552549022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270300552549022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/on-on.html' title='On &amp; On'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112270282612211350</id><published>2005-07-30T02:48:00.000-03:00</published><updated>2005-07-30T02:53:46.123-03:00</updated><title type='text'>Still Sunlight Breaking</title><content type='html'>Shines on crimson faces&lt;br /&gt;I know, I know.&lt;br /&gt;Broken, arid voices:&lt;br /&gt;They've seen all that's been.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lay your hands&lt;br /&gt;Upon my face.&lt;br /&gt;Someday we'll be awake;&lt;br /&gt;So taken by our destinies&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Someone can trace&lt;br /&gt;His own grace&lt;br /&gt;With this space.&lt;br /&gt;No one knows his disgrace&lt;br /&gt;Since he hid:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;But yet I follow on;&lt;br /&gt;Carry on still phased.&lt;br /&gt;Still sunlight breaking in,&lt;br /&gt;Striking in my face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesos de repente&lt;br /&gt;De uma fortuna proferida&lt;br /&gt;Petalas de cobre&lt;br /&gt;Que pesam em que eu digo que vim trazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São olhos de outro mundo&lt;br /&gt;Nestes escombros eu te achei;&lt;br /&gt;Pois eu que já me dediquei&lt;br /&gt;Eu te amei do chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Someone can trace&lt;br /&gt; His own grace&lt;br /&gt; With this space.&lt;br /&gt; No one knows his disgrace&lt;br /&gt; Since he hid:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; But yet I follow on;&lt;br /&gt; Carry on still phased.&lt;br /&gt; Still sunlight breaking in,&lt;br /&gt; Striking in my face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On my face;&lt;br /&gt;On my face.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112270282612211350?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112270282612211350/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112270282612211350' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270282612211350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270282612211350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/still-sunlight-breaking.html' title='Still Sunlight Breaking'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112270232219054648</id><published>2005-07-30T02:28:00.000-03:00</published><updated>2005-07-30T02:45:22.196-03:00</updated><title type='text'>Cogitum</title><content type='html'>Ha dias que eu ando procurando reservar uma certa parte do meu día para apenas caminhar; para assim pensar nos meus pensamentos - pensamentos meio incertos em relação ao futuro - que vem me preocupando enquanto que os dias passam. Meu corpo lateja, e eu quero encontrar uma parte do meu día, então, para descansar o que me vem por grande quantidade durante o día. Na escola eu sempre fui rotulado de nerds - o nerdão da classe que se isolava no canto para concentrar nos estudos - enquanto os outros haviam seus valores baseados no mundo pop que estava presente na comunidade. Talvez eu me soltei demais nesse ultimo ano que passou, preciso me aproximar mais da minha familia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112270232219054648?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112270232219054648/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112270232219054648' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270232219054648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112270232219054648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/cogitum.html' title='Cogitum'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112231549097830584</id><published>2005-07-25T14:54:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T15:22:29.723-03:00</updated><title type='text'>Assassinato de Walt. Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-family:times new roman;font-size:100%;"  &gt;Se posicionou na praca de trafalgar, acima da embaixada de Zambia, com seu GSE carregado por suas maos protegidas por suas luvas de couro. Ele esperou o momento chegar, segurando o papel com as instrucoes, tentando ler atenciosamente detalhe por detalhe: era um amador jovem com seu futuro pela frente. Um erro; um espectador com uma camera; uma pomba que lhe causaria uma deviacao fatal e a sua vida ja tomava fim com a surpresa da audiencia. Era como um coliseu romano, mirabolando circunspectamente, da esquerda a direita, entao encontrando Bosco em seu canto com sua arma na mao. Ele havia apenas um segundo para apontar e apertar o gatilho. Devia calcular a parabola da bala, saber acertar na testa do Premie, assim como dizia o papel. Uma bala na cabeca seguida por duas no peito, com um espaco de 1s entre cada impacto, sabendo aonde acertar quando o corpo for lancado para traz por efeito da primeira bala. Ele sentava tremendo e suando, tinha que acertar, nao podia errar. Qualquer erro minuto acabaria com a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Encare a vida Bosco!! Encare!" dizia o seu contratante no telefone um dia antes. "O Premie nao interviu no Genocidio da Africa, ele foi a causa primaria da morte de milhoes! Ele acabou com o tratado de Seguranca da America Latina e fez com que os nossos ancestrais passassem vergonha! Aperte o gatilho na hora certa e veja o assassino cair no chao!" Bosco ja nao queria mais ser responsavel pelo crime que iria cometer, mais havia tanta pressao de nacionalismo, tantas ordens que ele deveria obedecer, tanto medo que poderia ser utilisado como impeto para o ato que ele simplesmente nao podia voltar para tras. O Premie Walt Frostmann iria chegar em cerca de 32 minutos e a praca ja estava cheia de espectadores, carregando a bandeira azul e vermelha que denotava a liberdade ludibriada do pais. Tanto exceptionalismo, tantas lamentacoes. Bosco contemplava o seu dever, pensava na sua familia, no seu pais, era membro da Amnestia Internacional antes de se ingressar a brigada Brasileira do PSDB apos a falha por 2/3 de votos ao tentarem incluir o MST como partido politico no Senado. Bosco procurou se acalmar por um tempo, sentou no chao e aguardou a chegada do Premie Walt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que havia de especial naquela tarde? Nao havia vento. Haviam calculacoes concluidas pelo fisico Christopher Godoy sobre como o vento modificaria o rumo da bala, e como que a bala poderia ter mais impacto ao atingir o lider da superpotencia. O assassinato tinha como objetivo de mudar a ordem mundial, sem as consequencias do assassinato de Franz Ferdinand. Bosco nao queria ser outro Gavrilo Princip, ele nao queria ser a causa da despertacao de outras crueldades humanas, a sua unica acao era terminar com um mundo de terror e liberar o mundo de seus sofrimentos post-modernocoloniais. O PSDB esteve directamente envolvido recentimente com a ideia de um nacionalismo Brasileiro extremo, talvez a incepcao do assassinato de Walt tinha muito a ver com uma melhora na economia Brasileira que tanto sofria na epoca. Corrupcao sempre foi um efeito do Brasil, talvez porque Friedrich Hayek nunca foi levado a serio, ou entao as ideias de Rostow nao foram aplicadas genuinamente na economia Brasileira. "Ajude os pobres para ajudarem a si mesmos." algo talvez impossivel no Brasil, a saida era "Ajude a Elite para ajudar os Pobres". Impostos altos, juros que nao abaixam, medo e presenca de Riscos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fanfarras comecaram a tocar la fora e o carro de Walt ja vinha se aproximando. Bosco se aprumou direito, posicionou-se na janela do resuarante abandonado e esperou a chegada do Premie. Bosco procurava Walt com uma leve preocupacao admonitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a ser continuado...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112231549097830584?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112231549097830584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112231549097830584' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112231549097830584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112231549097830584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/assassinato-de-walt-parte-i.html' title='Assassinato de Walt. Parte I'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112140952680607175</id><published>2005-07-15T03:10:00.000-03:00</published><updated>2005-07-15T03:38:46.813-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: lucida grande;font-size:85%;" &gt;Deixei o cafe congruente a mesa&lt;br /&gt;De tanto ofegar eu nunca tive ar.&lt;br /&gt;Sento na cadeira roida, a proesa:&lt;br /&gt;Por tantos humanos a requestar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ser tais objectos&lt;br /&gt;Ser a pagina principal do jornal.&lt;br /&gt;Ter meus dedos frageis e tintos&lt;br /&gt;E de repente ser original,  igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querendo voar e tocar o intangivel.&lt;br /&gt;Passar dos horizontes e pensar,&lt;br /&gt;Contemplar a descida intransigivel,&lt;br /&gt;Para lacrimejar ao meu desescalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcanhar que torce mais nao quebra&lt;br /&gt;E a sorte da galinha popular imutavel.&lt;br /&gt;Essa sim, mais desejada que a cobra&lt;br /&gt;Que traiu. Na boca; a carne vulneravel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz um agente, o que o faz consequente?&lt;br /&gt;Nao ha ciencia que responda a modernidade,&lt;br /&gt;A fluidez!! A deglutibilidade humana frequente&lt;br /&gt;Que desce desce e desce na conformidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intellecto eh responsavel: o que nao somos.&lt;br /&gt;Somos embrioes em garrafas enferrujadas?&lt;br /&gt;Ou entao coracoes empregnados e sabemos&lt;br /&gt;Da capacidade de vincularmos as amadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos a dormir, eh tao facil.&lt;br /&gt;Voltemos a dormir, que futil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desigualdade!! A pureza que nunca existiu,&lt;br /&gt;O racismo, os loucos, os mediocres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sutil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu vou [sic]... pois eu vou [sic]... pois eu vou:&lt;br /&gt;Me contentar, me relaxar, me desprezar, me auto-imunar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tal condicao:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que nunca mais desejas algum olhar do meu mecanismo&lt;br /&gt;Que nunca, nunca, nunca, nunca me deixes partir&lt;br /&gt;Do mundo modernista,&lt;br /&gt;Da filosofia teologista,&lt;br /&gt;Da politica ferida,&lt;br /&gt;De um mundo idealista... que nunca passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um escandalo para a minha condicao,&lt;br /&gt;Sou esquecido pela minha propria nacao,&lt;br /&gt;Sou contraditorio para a minha razao,&lt;br /&gt;E sou direcionado: meramente pela religiao.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Poema dedicado ao Zionismo dos Avodas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112140952680607175?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112140952680607175/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112140952680607175' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112140952680607175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112140952680607175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/deixei-o-cafe-congruente-mesa-de-tanto.html' title=''/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112079626602228340</id><published>2005-07-08T01:16:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T01:17:46.026-03:00</updated><title type='text'>Sem Amor, Sem Valor [$0,00]</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;Fui jantar fora hoje para sair de casa, apenas sair de casa, para me afastar dos que me tratam mal. Cheguei no restaurante e eu acabei comendo algo pequeno e simples, depois tive a ideia clássica de ir passear pelas margens do rio. A lua estava cheia, e eu de baixo no escuro: quando percebi como eu estava cansado de viver. Cansado de viver sozinho, de ter que caminhar apenas com a minha sombra, de carecer um sorriso belo que seja lançado para mim, e somente para mim, de uma pessoa que eu ame. A solidão que não me reserva um sorriso é aquela que me causa insomnia. E é nela que encontro meus piores medos: pois sem amor estamos sozinhos, e sendo um eu fico mais vulnerável. Cansado de chorar pela lua, de tão bonita, de tão sólita que se espelha a quem eu sou. Cansado como um grão de pão na mesa, que deserdada do todo parece tão distinta. Cansado assim como os movimentos fluviais de um rio, que debaixo do manto da noite escura implora para ser retorquida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: lucida grande;"&gt;A solidão que mata é aquela que ao percebermos, sabemos estar sós. E que sabemos como o amor é complicado, não poder amar, não poder beijar, não ter alguém com quem sorrir, não ter ninguém com quem contar, não ter ninguém para quem fugir, abraçar, cantar, não ter ninguém simples e humilde para que com quem uma convivência valha a pena. Temo ter perdido o meu coração: de me dedicar assiduamente para uma causa incógnita, perceber que não haverá princesa dormindo no final da minha história. Que eu sou um homem descartado, do qual ninguém percebe ao trotar do meu lado. Que eu sou o desamado, o desgramado, o desbotado: o titubeante errante do conto de fadas. Que eu jamais poderei amar, ou que não tenho charme, forma, esqueleto, olhos, ombros, cabelos, sotaque, mão bonita suficientes para ser signa de alguém que um dia eu poderia amar. Que não haja mais esperança para o caminho em que tomei, que não ha mais palavra Amor no meu Aurélio, que sem amor não ha lavor na alma, e sem a alma não haveria a dor da calma, que sem errar não é perder, e que perdendo eu fui errar, que os meus olhos foram abrir, que ao abrir meus olhos eram meus: do momento em ver alguém, de um amor tão intenso que ao desperceber. Vejo alguém a quem eu possa amar mais por ser feio, por não ser bonito, por não andar correcto, por não falar certo, por não ter charme, por carecer um jogo, por ser desfigurado, um erro, acalmado!! Eu decido que não ha chance de amar, que sem as sementes do amor não ha como cultivar a arvore da felicidade. Caio frívolo pelo chão e desmorrono-me; eu nunca mais deverei amar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112079626602228340?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112079626602228340/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112079626602228340' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112079626602228340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112079626602228340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/sem-amor-sem-valor-000.html' title='Sem Amor, Sem Valor [$0,00]'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112050314487065432</id><published>2005-07-04T15:51:00.000-03:00</published><updated>2005-07-04T15:54:27.240-03:00</updated><title type='text'>Tributo ao Meu Coração</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Eu me lembro de um inverno bastante frio: mais frio que meu coração se sentia por ter deixado a única vida jovial que eu já havia sentido. Eu me lembro de um quarto escuro, sem demais adornações, com uma tela bastante clara; um computador. O meu portal para o mundo que eu sentia tanta falta. Eu não havia sorte na minha vida atual, vivía sonhando com a outra que eu tinha, que apenas podia viver ao menos uma vez por ano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Me recordo primeiro de ti: longas caminhadas pelo lago. Conversando sobre idéias que mais ninguém teria. As idéias de investir numa praia artificial para a cidade que eu tanto amava: Araras. Era uma praia artificial assim como Nice para a França. Com ondas ilusórias e centros comerciais nas orlas dessa praia. Planejamos investir nessa praia com a companhia que vinha sido criado: Eich &amp; Neych Corporations. Que embora iniciou já estava no indice financeiro da bolsa de valores boxJot, na Avenida Dona Renata. Sonho com passeios pelas praças. com todas as dores que pude colocar de lado quando estive com você. Dos segredos que te contei seguro de não sair d'entre agente. Da consideração que eu tinha para te chamar de meu irmão. Eu me lembro do Evergreen, a minha primeira ONG, e como eramos idealistas, jovens no coração, ancestres das nossas próprias mentes em relação as ideologías que vinhamos criando. Para ti, Neych, digo que junto poderíamos realmente transformar o mundo um dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Me recordo de alguém que reside no meu coração: nada complicado, um primo. Que desde infância foi sempre meu melhor amigo. Sonhando contigo desde quando eu havía 8 anos de idade, sonhando que viestes me visitar em terras distantes, que você esteve lá para me alegrar como o fazia quando eu sempre precisei de você. Um simples sorriso seu fez com que eu esquecesse minhas magoas. Você não só me salvou das ruínas da minha ex-namorada, mais me salvou inúmeras vezes. A sua mera existência fez com que eu havia uma motivação para sempre continuar com a vida. De brincadeiras na areia da casa do meu avô, até brincando no foguette do parque do lago, até esconde-esconde no prédio, até a criação de Los Tres T4r4d0s Unidos (com o Neych), sempre me aquece o coração de te ver. Você é um modelo para mim, que com a sua ambição você vai conseguir o que quer, e é exatamente nesse caminho que eu quero seguir. Ter essa determinação e o bom coração que tens. Thadis, as vezes palavras me faltam para descrever você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Lembro me de outro familar na minha vida. Vem-me uma imagem de um garoto extrovertido, que me ensinava como beijar uma menina [embora não fisicamente, apenas com palavras]. Tentativas de fazermos filmes, que em cada cena saía do seu personagem atual para dançar a dança da Florentina dos Diabos. Sempre feliz, sempre com uma boa alma, menino inteligente com um potêncial que ira cultivar nesses anos que virão. Uma preocupação tamanha pelo mundo e um coração cheio de fogo. Chrichris, sempre um prazer te acompanhar na vida. O que mais posso dizer?! Es Aries, e Aries com Aquarianos geralmente se dão bem, dizem que nos encaixamos e assim foi a prova de viver algum tempo contigo. Sempre havera tempo para conversas intriguantes e caminhos recônditos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;São inumeras as pessoas que fazem parte da minha vida "real". Podería mencionar mais nomes: de pessoas como Nats, Guto, Thalis e outros que também contribuiram para a magía da cidade tão remota que chamo de Araras. Eu me lembro da tristeza de partir do Brasil. De lágrimas salgadas e reluctância de partir, deixar para trás o meu coração, pois cada um de vocês tomam parte nele.. e a saudade que eu sinto atualmente é enorme. O que é de mim então? Sou um aventureiro, me joguei nessa tarefa [e acreditem em mim, que eu estou gostando... mais a saudade vence]. Eu não quero contriar minhas próprias ações: o que passou já se foi.. mais o amor nunca termina. Ele me da motivação. Agradeço a todos por existirem. Podem não perceber a importância de vos para mim. Mais viver num quarto escuro com apenas uma luz, um portal, não é facil. Se viverdes sózinhos saibam de vossa importância para mim, que ao menos vocês conseguem dar motivação para um individuo neste mundo. E por isso exclamo nesse texto o que vocês significam para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Longe é viver da família. Não halugar para racionalizações quando a distância e seu rancor domina as palpebras do tempo e o espaço que entre nos existe. Porvém da minha parte a vontade de querer me fortalecer um pouco. Mais o legislativo se rompeu, e toma conta de mim então o judiciário pernicioso. Eu amo quem eu tenho no meu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-family:trebuchet ms;" &gt;∞¡§†hmµs∞&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112050314487065432?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112050314487065432/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112050314487065432' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112050314487065432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112050314487065432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/tributo-ao-meu-corao.html' title='Tributo ao Meu Coração'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-112025297297636005</id><published>2005-07-01T18:14:00.000-03:00</published><updated>2005-07-01T18:24:11.580-03:00</updated><title type='text'>Boa Tarde: Moto!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Ha um leve espaço no muro pelo qual vejo a luz do céu. Não imagino aonde estou pois uma dor na cabeça não permite-me de ver o que me circunda. Ha somente eu e um jornal, desbotido e rasgado no chão. O levanto para ler o texto da página principal:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Marcha Longa da China em 1934 foi um Fracasso: Um míto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;O mundo dependa da história, e sem ela porque ficamos paralisados? Ouvi nesse instante gritos lá fora, e logo lembrei aonde eu estava: em Gaza no dia primeiro de Julho de 2005. Havía uma evacuação, eu tinha que sair dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Mais uma mobilidade.. mais uma derrota. Para embarcar numa Marcha Longa hoje, é necessário ter bastante coragem e determinação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-112025297297636005?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/112025297297636005/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=112025297297636005' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112025297297636005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/112025297297636005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/07/boa-tarde-moto.html' title='Boa Tarde: Moto!'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110671879768831244</id><published>2005-01-26T03:52:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T03:53:17.686-02:00</updated><title type='text'>Cortando Psicológico feito Papel (Parte II)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por isso que existem Platoes, Spinozas, e Nietzsche entao. Tudo por causa do pessimismo causado pelas palavras asperas que causam descontentamento? Correto. O que seria uma armadura para nos? Existem varias clausas, respostas para este problema. Sabemos que existe uma certa forma de necessidade de poder entao no sistema, na pura “sociologia” de seres humanos. Os seus amigos e familias podem dizer “Ignora, nao merece atencao!”, mas isso nao revela uma imagem positiva, pois voce quer fazer parte do jogo do oponente, quer entrar nessa de ter poder e razao. Artur Schopenhauer poderia dizer, ao contrario, “Entre no assunto geral, se o oponente dizer “a maca eh verde”, voce responde “a maca eh verde porque os pigmentos proteicos da maca, amparados pelo pH favoravel das bacterias de fixacoes, a fazem ser desse jeito””. Ou entao, uma alternativa seria deixar o “gladiador de poder” nervoso, pois quando estamos nervosos falamos coisas sem raciocinio, caimos em contradicao, e temos um no. Palavras podem parecer fortes em certas ocasioes, so que na maioria das vezes sao fracas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Se existe um desentendimento com outra pessoa eh geralmente porque ha desinteresse de uma das duas pessoas no contexto geral. Se houvesse grande entendimento e interesse interno nao haveria desentendimento no primeiro lugar. Letargia certamente se mostra em certa parte do dialogo, eh inegavel, e letargia causa brigas e desentendimento. Nao digo que se voce estiver tepido em relacao a uma pessoa, nao converse com ela, apenas cito um dos maiores problemas da dialetica moderna. O silencio pode magoar tambem, e necessario uma certa dexteridade com as palavras, saber manejar o que sai da boca, ou entao, dos dedos ao escrever uma carta ou teclar num computador. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Podemos iterar tambem o fato em que existem personalidades diferentes, e que certas conversas nao sao frequentes para uma pessoa quanto seria para outra. Devemos tomar cuidado com “palavras de interesse”, como eu chamarei este grupo de palavras, pois isso tambem pode afastar uma pessoa ou causar desentendimento e brigas constantes. E se estivermos numa situacao incomoda, pensemos se nao esteve nas nossas maos o evita-la?! Na maioria das vezes fomos nos que pedimos sofrer por algo que nao queremos, mas sair dessa situacao pode parecer bastante dificil, quando a porta esta apenas na nossa frente. Antropomorfismo eh o que necessitamos nessa vida e nos nossos lares, nao o individualismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110671879768831244?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110671879768831244/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110671879768831244' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671879768831244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671879768831244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/cortando-psicolgico-feito-papel-parte_25.html' title='Cortando Psicológico feito Papel (Parte II)'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110671864881403545</id><published>2005-01-26T03:36:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T03:50:48.813-02:00</updated><title type='text'>Cortando Psicológico feito Papel (Parte I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tantas palavras que sao singelas e podem tornar-se obscuras, no meio de frases de insolencia, deprezo, ou desafeto. Passado aparentimente inexoravel ameacado por um presente despulpado, falta de sabor ou conteudo pertinente em tais conversas tao frouxas e frivolas. A forca de uma so palavra pode causar uma guerra, romper um casamento, ser condenado como ato de racismo, ser motivo para magoa eterna. A frase “Eu tenho algo para te dizer…” nos tras medo, ela incita um problema no dialogo humano, algo negativo ha de seguir. Muito quanto pelo contrario, “Queria tanto te encontrar, tenho algo para te dizer…” ja significa o oposto, algo bemvindo, calmo, ou positivo tera de seguir. Palavras sao como tijolos, ou entao, como anteriormente explicado, como bombas. “.. nos vamos reconquistar um triunfo inevitavel..” (Franklin D. Roosevelt), acreditem se quiser.. essas seis palavras foram a declaracao de Guerra entre os EUA e o Japao em 1941. “Eu tive um sonho…” eram palavras ditas por Karl Marx, e Martin Luther King, por exemplo, que conseguiram revolucionar certas teorias do nosso planeta. No final, somos forcados ou empurrados para questionar o poder das palavras. Elas sao geralmente acompanhadas por sentimentos, porque se nao houvesse sentimentos estariamos embriagados ou entao passivos em acoes, porque tanto ojerizo entao?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Existe uma teoria filosofica no curso de politica que foi inventado para tentar descrever o porque que certas coisas acontecem em relacionamentos humanos. Se chama o Realismo. Primeiro inventado por Thucydides, o Grego que deu amparo a Guerra Peloponesia (entre Troianos e Gregos), o Realismo constata que existe uma vontade imensa de poder de individuos, e que eles querem exercer sobre as outras pessoas. Correto, feito pelo uso de palavras. Singelas palavras frescas. Realismo tambem acredita no fato em que nao ha necessidade para leis, justica ou nacoes para tentar acalmar um pais, que tudo estaria condenado ao caos de todo jeito. Os Gregos mantiveram-se radicais em pensamentos, entrando em conflitos para guardar seguranca, que no ser humano tambem se aplicara. Tentem entrarem-se em contraste com uma nacao, e vereis que todas as teorias podem ser aplicadas ao contexto do cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110671864881403545?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110671864881403545/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110671864881403545' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671864881403545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671864881403545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/cortando-psicolgico-feito-papel-parte.html' title='Cortando Psicológico feito Papel (Parte I)'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110671574327750920</id><published>2005-01-26T03:01:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T03:06:52.383-02:00</updated><title type='text'>Artigo para o Democrata</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O que sería uma sociedade? Sociedade, pelas próprias palavras de Jean-Jaques Rousseau, é definida como um sistema em que é hierarquizada, com um líder (liderum) no topo deste último, e o restante, semi ou inteiramente súditos, que obedecem as ordens do seu ordenador patente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Reinvidicando o assunto acima tratado, o que sería uma sociedade através de um povo mais antigo, peguemos os Gregos como exemplo primário a este assunto. Ela era uma coisa divina, uma filosofía de fraternidade, igualdade, liberdade, e acima de tudo conjuntabilidade. Nasce, através de Clístenes (filosofo Grego que seguía a fílosofia da sociedade perfeita, governada atraves do deus do tempo, Cronos). Tanto como os Renascentistas iluminaram a cultura moderna, Clístenes inflacionou a Democracía, a esboçou para ser o que ela é hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Qual sería a diferença primária entre os da Direita e os da Esquerda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma sociedade, ou melhor, política direitista é quando encontramos um exemplo neo-nacionalista, para simplificarmos o termo. Escolhendo a família como modelo de uma sociedade simples, uma sociedade Direitista sería quando um pai católico não deixa o seu filho namorar uma muçulmana, quando a sociedade fica vinculada as idéias do orgulho nacional (religioso no caso), e uma sociedade esquerdista sería quando este mesmo pai convida amigos que tem o mesmo interesse que o filho possui, não o deixando ter a oportunidade de escolher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O modernismo, em termos políticos, é quando um governo da esquerda acaba aceitando membros da direita em seu parliamento, ou sua câmara. Isto sucumbe a maior diversidade política. Não existe mais um mundo dividido pela tão chamada "Cortina de Ferro", como denominada por Churchill, mas sim, abrem se as portas para um PT diferenciado, um Lula aceitando o PSDB aos poucos no pálacio da Alvorada e no congresso, e a asfixiação do bloco comunista. O mundo esta transformando se políticamente, o que existirá no futuro ira impressionar as gerações de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110671574327750920?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110671574327750920/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110671574327750920' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671574327750920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110671574327750920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/artigo-para-o-democrata.html' title='Artigo para o Democrata'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110643008337891646</id><published>2005-01-22T19:41:00.000-02:00</published><updated>2005-01-22T19:41:23.376-02:00</updated><title type='text'>Tranquilidade dos Seres Espantalhados</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Passara eu a mirabolar casticais embotidos, armarios enpinherados; em uma casa desbotida pela neve. Havia branco, assevero-eu, mas a paz estava distanciada e deslacerada de mim. O vento la fora apitava com desbruco ao macabre. No enredo se encontravam quadros de ancestrais, talvez tao funebres que desvelavam uma presencia constrangente na casa. A lareira estava viva e tremula. Como um caleidoscopio persico, texturizava a sala. Assim como a irridescencia de uma pedra preciosa, ou os desenhos lucidos criados pela reflecao de raios nas ondas do mar. Meus pes tornaram-se insensiveis. Havia um alto teor de frio perceptivel, que nele agredia-me calafrios autonomos. Tive de me aproximar do fogo para me sentir melhor e desimplacavel. Ja me fizera falta a minha casa. Estava desempertigado, titubeando por ser um viajante porem carescer as minhas patas fugazes. Aonde encontrava Araras sobrevoando o firmamento, ou bem-te-vi´s cantando harmoniosamente vinha eu a ouvir o silencio da neve e passaros ausentes pela emigracao. Por ansiedade voltei a centilar durante a noite. Nao ha naturalidade ou providencia que ampare aquele garotinho que se despede de seus demais amigos para se auto-ostracizar longiquamente e depois voltar, apos o horario permitir, com lagrimas perenes e proferir saudades acumuladas. Existem os que sao excluidos, nao os que se excluem introduzindo a serenidade e o silencio do Atlantico. Quem me dera ser um Titao, pular sobre Gilbraltar, depois chegar ao Cabo Verde antes de chegar a minha destinacao desejada. Nao esta na epoca. Na Europa eh inverno, e nao chegou a hora das flores se ostentarem com seus perfumes maliciosos e das plantacoes serem recadadas. Os vegetais se adormescem ou sao inexistentes agora, os animais ja se foram para eu poder acompanha-los ubiquitoso, alguns dentre eles marmotam, mas eu permaneco. Infelizmente nao eh a minha hora. Brotava-se o medo intenso de perder tudo: a minha vida. Era ardil conter uma segunda. Entao dependia daquilo que me aguardava e carescia esta felicidade por 8 meses do meu ano. Sentia-eu as pulsoasoes tristonhas do meu coracao, estavam tao audiveis e veementes que chegara a me frenetizar em certos momentos. Conseguia esquentar o meu corpo. Na lareira ja nao havia mais fogo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Cilhos agitados e perenamente mergulhados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A imundice caiu como um veu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;De sorrisos efemeros se pereceu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A tranquilidade dos seres espantalhados."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110643008337891646?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110643008337891646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110643008337891646' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110643008337891646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110643008337891646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/tranquilidade-dos-seres-es_110643008337891646.html' title='Tranquilidade dos Seres Espantalhados'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110627714677343335</id><published>2005-01-21T00:49:00.000-02:00</published><updated>2005-01-21T01:12:26.773-02:00</updated><title type='text'>Intrinseco aos Arames que me Prendia</title><content type='html'>Era quase uma ferida aberta, um vazamento externo que se conspicuava aos espectadores. Foi-se aproximando manhosamente o dia de partida com um estoicismo tão tradicional quanto uma leve brisa do mar. Uma embriaguez inefável vinha cuidar o meu inconsciente, desturpação pelas areias que caíam inexoravelmente no relógio. Não era somente o perfume radiante que me deglutía, mas o brilho do cabelo negro, do sorriso irridescente de sempre, e dos olhos ao qual com o brilho da própria lua propagava um universo inteiro, a ser descuberto a cada día. Eu estava na fila do controle de passaporte, com uma reluctância abundante do qual um cheiro pungente me entemecía pela frente. A tendência era recuar, mas arredar para me tomar numa teia de confusões? Já não pensava mais em mim, adotava outros cuidados e preceitos para não a magoar; não por consolações e estipulias, porém com uma escorregada no abismo da realidade. Cada um com sua vida, ela é um caminho a ser percorrido, e a nossa prova foi uma de precaução a distração sentimentais. A superintendente me chamou e a apresentei o meu passaporte estremeçendo. Escrito estava na mesa umas palavras quais eu nunca me esquecerei, palavras que me incapacitaram qualquer frase a sair da minha boca pela certeza de me enroucar tristonhamente: Republica Federativa do Brasil. Novamente partía eu para satisfazer a minha vida, atado pelo coração ávido pelo amor. Cambaleei-me para a fiscalização das bagagens. Ao passar exoneravelmente fiquei olhando para a tela do controle de raio-x. Inquieto pela minha saída, de deixar o meu país. Num instante juro ter visto um revolver na mala do passageiro que me procederia. Limpei meus pensamentos e esporadicamente fui me vindicando, criando uma mente decidida de não voltar ou sequer espreitar para os azuleijos e telhas que atrás de mim estavam. Fui me encontrar atrás de uma fila, com uma alergía da areia que vinha descendo ao tempo se esgotar. Olhei para frente e encontrei uma tela avessa e obliqua, que me chamara a atenção e me pos a prantar. Eu perdi meu Brasil, nao sentía mais os grãos de areias cairem. Arfantava progressivamente até me encontrar com falta de ar, intrépido e independente dos outros que me visavam por tal ímpeto que eu vinha a causar. A fila foi se movendo adiante, e eu fui deixando a minha terra.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110627714677343335?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110627714677343335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110627714677343335' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110627714677343335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110627714677343335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/intrinseco-aos-arames-que-me-prendia.html' title='Intrinseco aos Arames que me Prendia'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110607231487186284</id><published>2005-01-18T16:10:00.000-02:00</published><updated>2005-01-18T16:18:34.870-02:00</updated><title type='text'>Algumas Letras da Asia</title><content type='html'>Um bangalo com muros em fragmentos de bamboo. Estava muito quente e o sol estava se escondendo neste crepusculo violeta e opulente. Era verao e a biboca, tal como aparentava, estava tranquila mancando qualquer tipo de estrepito. Havia uma brisa serena que assoprava nas entrecaidas palmas que marcavam o final do telhado da casa e o inicio do muro. Sonorava-se como chocalhos de uma religiao paga, a luminosidade dentro da casa era outro indicante do misticismo que ali pululava. O bangalo era cercado por mato e arvores tropicais, era afastado do vilarejo e somente se accessava ao local por qualquer meio fora pernambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Supinava Suyang em sua cama. Num quarto com muros entalhados por tijolos sucessiveis. Atras dos tijolos estavam os caules dos bamboos, ao qual formavam a parte exterior do esboco da casa. Suyang era de classe media, e sendo um bom Indonesio, ele cultivava as suas terras para comprometer-se ao governo. Ele estava no inicio de seus quarenta, havia uma pele jovem e desrugada e era reconhecido como um exemplo para outros civis da vicinidade. Ele estava com a sua mao punhada e embutida na palma da sua mulher. Ele mal sabia os seus atos por falta de sanidade e consciencia. Ele suava frio e tremia, se fadigava ao pensar que havia uma forca o estremecendo, mas mal podia falar por ansiedade e desconforto. Ouviu-se um barulho de motor se aproximando na distancia. Era o medico que vinha o examinar e tratar de Suyang que nao havia se cuidado durante a sua labuta recentimente transgressivel. A sua mulher, ao qual gotas salinas percorriam sua face rosa e jovem, beijou o punho de seu marido que pelo ato fez um esforco desesperante para direcionar seus olhos a sua mulher, tremendo no processo. Ela sorriu impaciente e despondente, arredou-se ardilmente e se direcionou a porta principal; a qual flapejava com a brisa e adicionava a cacofonia da sonoridade natural do ambiente. As lampadas que estavam no quarto dancavam com o vento, Suyang teve que esperar para que sua mulher voltasse com uma resposta decisiva. Ouviu ele sussurros vindo de tras da porta, o medico havia chegado e seu diagnostico estava sendo cedido ao profissional que acabara de chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suyang havia sido infectado por um inseto, foi um Anofeles que lhe passou uma doenca intrusiva, ele havia adquirido Malaria ha algumas semanas previa aos seus sintomas. Ele, deitado na sua cama confortavel, trancava o seu olhar ao teto. A dor que o impelia era tamanha e insuportavel em alguns instantes que nada mais podia fazer mas rosnar, como se estivera em algum tipo de transe. A febre havia asonsoado Suyang, ja lhe ocorreu varias vezes halucinacoes pela temperatura que vinha atingindo quase quarenta. O suor havia molhado toda a sua roupa, e a sua sordidez estava progressivamente aquilindo. Ele estava tao entorpecido que nao podia se mexer, seu sofrimento era exasperante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo apos alguns murmuros que vinha de fora, entra a mulher dele com o medico. Um homem baixo e largo com um bigode curto. Eles se encaminharam para as aproximidades de Suyang. A sua mulher lhe entregou a mao do lado esquerdo do enfermo, que se entrelacaram novamente com o que aparentava ser um alivio ao paciente. O medico conversou com a mulher, eram palavras irrecognitivas para o paciente que sofria de febre alta e desnaturalizacao dos seus sensos. Ele retirou uma injecao e se aproximou de Suyang. Resmungou vociferosamente reconditos ao paciente e penetrou a agulha no seu braco direito. Havia uma pressao que condicionou um leve salto do paciente enquanto que seus olhos fechavam com afinco. Apos a aplicacao o paciente passou a descansar, sua ultima visao era ver o medico que lhe falava palavras sem sentido, Suyang nao quis entender, apenas se lepidou com a salvacao que se aproximava dele. Dormir era o seu subterfugio, e pensava ele que ao aprumar-se ele estaria saudavel novamente. Fechou os olhos e esperou o momento de acordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110607231487186284?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110607231487186284/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110607231487186284' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110607231487186284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110607231487186284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/algumas-letras-da-asia.html' title='Algumas Letras da Asia'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110600716387867006</id><published>2005-01-17T20:53:00.000-02:00</published><updated>2005-01-18T05:48:30.113-02:00</updated><title type='text'>Atras das Portas Enferrujadas (Parte II)</title><content type='html'>Chego a ser comparavel a um Sapo. Eu morfo e nao sou constante. Pouco sei eu de vaidade, e talvez isso seja devido ao fato que resido na lagoa; e para nos nao existem esgotos. O que eu faco me eh devolvido. Eu sou compensado com o que lavro e isso sem duvida me faz perceber que mudancas sao atingiveis e realizaveis. Quando me corto a pata eu perco o perito de nadar. Este Sapo, porem, nao se transforma num principe bonito e agradavel. Apareci de uma carcassa humana, e por um processo dolorido e pouco desagradavel aos espectadores eu mudei minha anatomia. Em certos momentos acarisciamos as Portas Enferrujadas para salvarmos dos nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risos eu reconheco de longe. Eu continuo caminhando no meu rebulico com precaucao, olhando de lado e temendo as vozes que me eram direcionadas com uma tonalidade maligna. Tentando fugir de uma humilhacao por apenas estar num local virtualmente exposto. Por nao ser igual. Talvez eu tive a ideia em certo ponto da minha vida de querer ser igual, e nao ter falhido por falta de vontade mas pela obscura essencia de ser este avesso na minha sociedade; da inconstancia ao qual eu venho a viver, de perder amigos repetivamente e ter que me apresentar num novo ambiente talvez menos divino quanto ao outro que precedia. A minha inseguranca me era bastante clara e delicada, eu estava neste momento morfando de uma indiferenca para uma preocupacao: de sofrer uma disciminizacao de outros que poderiam nao gostar de como eu aparentava, talvez nao desfiguravam as minhas origens. Do indiferente me vem a reflexao importuna. Levanto os meus olhos adiante e vejo vividamente alguns jovens sussurrando ao meu respeito e gargalhando a minha existencia, agradeco a minha sensibilidade espontanea. Simulo nao ter visto e de repente me encontro com pensamentos irrisorios. Desvelo o meu rosto numa vitrine pouco depois, minha confidencia seguro com maos tremulas. Vejo os meus olhos negros e amarelos. Viro para as ruas frias e imundas e continuo a minha jornada ate em casa. Vontade de correr e ter que largar a minha vida futil e o meu mundo para tras mas os meus pes titubeantes nao permitem. Sinto a fraqueza me converter: ja nao tenho mais cintura. As minhas pernas com o meu torax estao juntamentes interligados por veias mais curtas que antes e ossos mais fragmentados. Sinto dor nas costas e tenho que me agaixar, trilhar selvagimente as ruas da cidade porque a minha forma nao ampara. Os musculos das minhas pernas se fortalecem entre as minhas coxas e sinto dor em andar. Paulatinamente as coisas mais proximas desenhavam-se com menos clareza. As lojas de perto, cujos conteudos eu maldissera com frequencia, ja nao me divisava; e se nao soubesse, sem que isso pudesse deixar lugar as duvidas, que passava em uma rua tranquila embora completamente urbanizada, poderia ter acreditado que a minha visao desvisava-se a um deserto no qual se fundiam indistintamente o ceu e a terra cinzentos por igual. Nao haviam mais discernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu perdendo a minha visao ou era isso efeito do meu daltonismo que de repente intensificou-se impetuosamente? Fiquei parado, arfante e nervoso. Meu coracao agitava proliferamente, nao havia controle nem maneiras para apaziguar o estado em que me encontrava. Fiquei por consequencia entalado, impossibilitado em absoluto de fazer por mim mesmo o menor movimento. Me encontrei a ponto de me asfixiar; e ate quando o frio era intenso permanecia ali um instante respirando com forca. Os que passavam ao meu redor se enojavam ou gritavam de pavor. Eu estava doente que queria apenas um auxilio para que eu pudesse ser escoado a algum hospital o mais rapido possivel. Assim transcorreram alguns instantes e eu ja me sentia exonerado. Tudo em redor silenciava, o que era talvez um bom sinal. Nao havia mais ninguem visivel nas ruas e estava solito novamente, ouvindo as batidas do meu coracao esbaforido. Ao alcancar para frente dei um salto, ao qual substituira os meus passos. Eu agia com pouco medo, por determinacao de humidar a minha pele que estava seca e requeria agua. Era a minha meta. Tive que me encontrar debaixo da lua cheia que brilhava intensivamente. Fiquei imovel, sucinto e inalterado. Apenas respirando. Pouco importava-me se ouvia o som da minha urna se apxorimando. Seria como apanhar um taxi, porem haveria uma afinidade diferente, nao voltaria a ser o que eu ja era.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110600716387867006?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110600716387867006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110600716387867006' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110600716387867006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110600716387867006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/atras-das-portas-enferrujadas-parte-ii.html' title='Atras das Portas Enferrujadas (Parte II)'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10212556.post-110597973201747783</id><published>2005-01-17T14:32:00.000-02:00</published><updated>2005-01-17T14:35:32.016-02:00</updated><title type='text'>Atras das Portas Enferrujadas (Parte I)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt; Crio imagens de mim, assim, como uma projecao vislumbre. Onde foram se ofuscar os raios que projetam o meu ser. Tantas diferencas ou secretos de anonimos desprovidos de uma originalidade. A projecao me propoe imagens lepidas, e eu ali tentando me encontrar com um sorriso adiante de companhias que abafariam uma tacivel realidade. Estou bebendo. Alcool, afinal, eh conceituado na sociedade como uma bebida social. A embriaguez me altera de tal fato que resisto e domino as minhas tristezas. Eh na tristeza que encontro o meu prazer de certa forma, pois nela reconheco a ponte para outros estados de mentes. Menos praticados porem mais teoricos teologicamente. Racionalmente autocombusto o meu corpo com venenos que derreteriam mentes escabulosas, me vestiria de uniforme ubiquito. Na imagem eu procuro cantos, procuro estrelas para me responderem frases sabias e sucintas. Nela perco a uniao social e me encontro sozinho, tentando me comunicar com planetas ou bolas de fogo. As estrelas sao solitarias, a unica magia nelas eh a linguagem que nela se esconde. Ao procurar este alfabeto vejo o passado se desvelar sobre mim. Os meus problemas retornam e vao ganhando densidade nas minhas preocupacoes. Como um cancer, o que passou vem me preocupando e me menosprezando ate eu escorregar e cair de cabeca, ou entao ate eu sucumbir ao meu negativismo e me declarar rei das tristrezas que me circundam. Se, nenhuma razao do presente eu lacrimejo, por falta de forca, amparo ao sorriso que podera vir tao de repente e por uma simples analise interior. Eh um momento em que tudo parece faltar sentido, muito mais a minha existencia que eh o essencial de qualquer acao ou suspiro que ja dei na minha vida inteira. O momento eh curto, mas suficiente para meu rosto se entorpecer grotescamente de tal pavor que a expressao seja reconhecida universalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudo para outro tempo, que essa projecao vem a me mostrar outra situacao. Menos propicia. Eu, encolhido no canto de um quarto que manca luminosidade, apenas alguns brilhos perfuravam as minhas retinas umidas de agua salgada. Era eu no desespero, eu mancava o sorriso da primeira projecao que fui assistir. Ja nao temia guardar meus sentimentos e os largava com maos abertas e afinco determinado. Afogava-me no meu pudor sentimental, agarrava com forca indescritivel os lencois da cama que estava do meu lado. Abria eu os olhos paulatinamente para me encontrar envermelhado e molhado, com uma alma no poco de um amor, ou seja na angustia de viver sem ter qualidades que sustentariam um proveito fantasiastico da vida. Minha pele se rusticava e eu sucumbia a zelosa vontade de apenas lacunar mais uma parte do meu dia. Fora isso que eu me conduzia a fazer nos ultimos meses, chegar em casa, abrir a porta enferrujada, afobar-me ao meu quarto e apenas sentar num canto e deixar que a inanicao tome conta de mim. Me ludibriando que apos a tempestade vem o tempo bonito, assim como diz o dito frances: "Apres la Pluie le Beau Temps". Porque tanta letargia entre seres que foram causados para interregnar?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso eu ser alguem tao intrepido num instante, porem tao frivolo em outro? Um decresce do outro sentimento? Seria um estado de mente tal concebido tao fraco e vulneravel a agentes exteriores? Agentes das minhas conversas, minhas preocupacoes e as minhas agonias sonsas? Debrucava ao ininteligivel, desconsiderava razoes e explicacoes que poderiam me preparar legionamente para que alterasse o que eu chegaria a ser, ou o ar que fosse respirar alguns segundos mais tarde? Eu nao acredito em pretensos. Viver cauteloso seria uma veleidade pueril. Nao sou estatua de moldagem, uma fotografia com velocidade de obturacao perfeita, ou uma pintura de art nouveau. Nao quero simploriamente aparar respostas mas simplesmente interregnar a minha realidade experimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ruborizo com facilidade, por chorar, por autopalrar comigo mesmo por falta de quem ouvir e me saciar. Estou aprumado mas frouxo e moribundo como uma rosa opulenta que nao tarda as suas fraquezas num campo nevasco. Nao consigo mais supinar e me pacificar de modo algum. O sono me traz estrepitos de voces de precaucoes do que podera afincar amanha, ou do medo que me rebraca e me tormenta: simulando com os meus proprios medos do que ha de vir e da tristeza que ha de nascer na minha frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10212556-110597973201747783?l=miscetnia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://miscetnia.blogspot.com/feeds/110597973201747783/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10212556&amp;postID=110597973201747783' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110597973201747783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10212556/posts/default/110597973201747783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://miscetnia.blogspot.com/2005/01/atras-das-portas-enferrujadas-parte-i.html' title='Atras das Portas Enferrujadas (Parte I)'/><author><name>zenith</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16678387214520885936</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
