Algumas Letras da Asia
Um bangalo com muros em fragmentos de bamboo. Estava muito quente e o sol estava se escondendo neste crepusculo violeta e opulente. Era verao e a biboca, tal como aparentava, estava tranquila mancando qualquer tipo de estrepito. Havia uma brisa serena que assoprava nas entrecaidas palmas que marcavam o final do telhado da casa e o inicio do muro. Sonorava-se como chocalhos de uma religiao paga, a luminosidade dentro da casa era outro indicante do misticismo que ali pululava. O bangalo era cercado por mato e arvores tropicais, era afastado do vilarejo e somente se accessava ao local por qualquer meio fora pernambulante.
Supinava Suyang em sua cama. Num quarto com muros entalhados por tijolos sucessiveis. Atras dos tijolos estavam os caules dos bamboos, ao qual formavam a parte exterior do esboco da casa. Suyang era de classe media, e sendo um bom Indonesio, ele cultivava as suas terras para comprometer-se ao governo. Ele estava no inicio de seus quarenta, havia uma pele jovem e desrugada e era reconhecido como um exemplo para outros civis da vicinidade. Ele estava com a sua mao punhada e embutida na palma da sua mulher. Ele mal sabia os seus atos por falta de sanidade e consciencia. Ele suava frio e tremia, se fadigava ao pensar que havia uma forca o estremecendo, mas mal podia falar por ansiedade e desconforto. Ouviu-se um barulho de motor se aproximando na distancia. Era o medico que vinha o examinar e tratar de Suyang que nao havia se cuidado durante a sua labuta recentimente transgressivel. A sua mulher, ao qual gotas salinas percorriam sua face rosa e jovem, beijou o punho de seu marido que pelo ato fez um esforco desesperante para direcionar seus olhos a sua mulher, tremendo no processo. Ela sorriu impaciente e despondente, arredou-se ardilmente e se direcionou a porta principal; a qual flapejava com a brisa e adicionava a cacofonia da sonoridade natural do ambiente. As lampadas que estavam no quarto dancavam com o vento, Suyang teve que esperar para que sua mulher voltasse com uma resposta decisiva. Ouviu ele sussurros vindo de tras da porta, o medico havia chegado e seu diagnostico estava sendo cedido ao profissional que acabara de chegar.
Suyang havia sido infectado por um inseto, foi um Anofeles que lhe passou uma doenca intrusiva, ele havia adquirido Malaria ha algumas semanas previa aos seus sintomas. Ele, deitado na sua cama confortavel, trancava o seu olhar ao teto. A dor que o impelia era tamanha e insuportavel em alguns instantes que nada mais podia fazer mas rosnar, como se estivera em algum tipo de transe. A febre havia asonsoado Suyang, ja lhe ocorreu varias vezes halucinacoes pela temperatura que vinha atingindo quase quarenta. O suor havia molhado toda a sua roupa, e a sua sordidez estava progressivamente aquilindo. Ele estava tao entorpecido que nao podia se mexer, seu sofrimento era exasperante.
Logo apos alguns murmuros que vinha de fora, entra a mulher dele com o medico. Um homem baixo e largo com um bigode curto. Eles se encaminharam para as aproximidades de Suyang. A sua mulher lhe entregou a mao do lado esquerdo do enfermo, que se entrelacaram novamente com o que aparentava ser um alivio ao paciente. O medico conversou com a mulher, eram palavras irrecognitivas para o paciente que sofria de febre alta e desnaturalizacao dos seus sensos. Ele retirou uma injecao e se aproximou de Suyang. Resmungou vociferosamente reconditos ao paciente e penetrou a agulha no seu braco direito. Havia uma pressao que condicionou um leve salto do paciente enquanto que seus olhos fechavam com afinco. Apos a aplicacao o paciente passou a descansar, sua ultima visao era ver o medico que lhe falava palavras sem sentido, Suyang nao quis entender, apenas se lepidou com a salvacao que se aproximava dele. Dormir era o seu subterfugio, e pensava ele que ao aprumar-se ele estaria saudavel novamente. Fechou os olhos e esperou o momento de acordar.

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