Wednesday, August 24, 2005

Por Hoje

Confuso mas não perdido, triste mas não ferido, sozinho e não querido; é como eu me sinto. Amado e desamado, sujeito com seus defeitos, altruista num mundo turista; é como eu me sinto.
Já não falo mais da minha experiência afora pois venho a perceber a agonía de querer sair de tal mundo para poder me equilibrar em casa. Mas chego nas minhas portas para não ser abraçado, chego no meu ambiente para ser trancado afora, não encontro mais o ar que antes encontrei: não ha mais prazer nas cores que um día eu fui ver. Procuro respostas mas não encontro, assim como os oxímoros que denotei no inicio desta mensagem. Não vejo mais brilhos radiarem dos meus olhares, e quando triste; não encontro razão alguma para tal despondência. Ou estou depressivo ou então apaixonado. Mas apaixonado por quem? A vida me deixa sozinho a cada vez mais, caminho num deserto imune a qualquer sentimento que podemos chamar de amor. O passado me tormenta e o meu jeito me lamenta, más sera que devo viver sozinho por mais algum tempo? Quando encontrarei alguém? Perderei minha liberdade por total novamente?

A primeira mantém-se pendente, a segunda é descartada. Não sou depressivo, e eu sei aclamar isso pois eu conheço minhas próprias dinâmicas. Então quem sou eu? Se nenhuma das duas hipótese funcionam para explicar o que sinto, porque me mantenho tão triste quando basta apenas sorrir para a Lua? – o céu a mais bonito no Brasil, e ele muitas vezes me contenta por funcionar como um show de fogos – não quero manter-me distante do que eu amo, não quero perdê-las por insípidas, quero assegurar minha posição e o jeito em que vejo o mundo. Não quero perder tudo tão já, não quero cair triste sem saber o porque embora possa haver razões. O passado me provou que o presente é esperado, e se for esperado porque me desontentar?

As pessoas que eu pensava poder amar desapareceram, estou isolado. Meus planos refringidos e os meus amigos ocupados. Meu estilo de vida me tormenta; meu andar me causa insegurança: minha aparência, meu jeito de ser, meu sorriso, e até a minha escrita. Minhas idéias estão inválidas numa era que finalmente consigo dormir. Tudo que quis agora eu tenho menos a felicidade e a certeza. Hoje fiquei trêmulo, palido e fraco. Os que me conheçem perceberam e os que nunca me viram na face do medo não entenderam. Não conto mais os dias pois isso é um absurdo, estou com quem eu amo, e quase mais que isso. Me contento com mensagens ao dia, textos de agradecimento, saudades e cheio de esperanças: para que eu possa continuar e que eu não estou sózinho neste mundo. As vezes querer visitar um amigo é mais desejoso que o que eu demonstro: minha família pode ser um muro para que eu possa fazer coisas que quero [querida]. Já que não ajo eu perco, e ninguém saberá que um dia eu vos amei, e que isto me sustentou e me ajudou bastante.

Leio resmungos de amor, nós e sós, nozes e dós, choros e coros; procuro não invejar. Meu único relacionamento foi uma merda, as chances para que o próximo seja a mesma coisa poderão ser grandes. Que se dane então. Eu amo mas não tomo iniciativa. Fico sozinho e triste por estar desta maneira. Eu fico mudo e ninguém saberá que um dos meus remédios é tão temido por mim mesmo pelas experiências do passado. Mesmo amando-vos fico feito múmia. Estou feliz porém triste, eu sou o Walt porém vázio, e um café contigo junto a um sorriso me agrada. Até quando?… Vos manteis distiancia por saber que um día irei perecer, desvanecer do nada. E que minhas lágrimas cheias de amor vos ferirão, e que vendo vossa pusilânime face me fara amar vocês com mais afinco.

Virar as costas e caminhar quando não se é a coisa certa a fazer pode corroer um coração. Muito mais ainda quando um abraço sente duas acidez de lágrimas salinas diferentes na minha blusa de lã. Não quero passar por isso. Mesmo amando e desamando, triste e contente prefiro viver momentos sózinhos. Algum día meus amigos estarão livres assim como estiveram quando eu trabalhei; mas no lavor o tempo passa como quando chega a hora da colheita, o fazendeiro senta e mirabola o relógio na sua casinha de sapê; ele lacrimeja por saber que a época de plantação mantém-se distante. E seu coração diminue ao saber da espera.

Por hoje minha angústia e solidão fala.. por hoje é só isso.

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