Mergulhando nas Confusoes [12.08]
A forca militar Israelita [IDF] esta pronta para comecar a evacuacao de residentes Judeus da faixa de Gaza. Os procedimentos da maior evacuacao de habitantes durante mais de duas decadas apresenta grandes duvidas sobre o que torna um estado Judaico Judeu.
Estamos no ultimo sabbat de Julho, uma noite serena com um calor morno apos os raios solares do dia. A cidade-linear, intraficavel de Neve Dekalim esta texturizada por pessoas que caminham por suas ruas voltando de jantares familiares ou entao conversando lentamente com seus vizinhos. Repentinamente, um altofalante quebra o silencio. "Residentes, boa noite e bom Sabbat. Favor irem aos predios protegidos imediatamente."
Os cidadoes respondem ao aviso assim como responderam as bombas que cairam na mesma cidade horas antes. Eles nao dao a menor atencao.
Milagres em Neve Dekalim fazem parte do dia-a-dia. Conforme os habitantes Judeus na cidade em Gaza, alguns 6,000 misseis ou bombas Qassam foram lancadas em sua cidade desde a erupcao da segunda intifada [al-Aqsa] 5 anos atras - quase uma bomba para cada Judeu na cidade. Porem, somente um morador foi morto. Armas primitivas de covardes, um estatisista diria, e uma populacao bastante dispersa, em casas simples e pequenas com seus grandes jardins. Porem, segundo as palavras de Ruth Cohen, da cidade vizinha Ganei Tal, "Toda vez que um missel voa em nossa direcao, Deus o espanta com um matka." [anti-misseis israelitas]
A creenca que o Eterno se diverte Consigo mesmo jogando o esporte de praia nacional de Israel com bombas explosivas tambem e uma razao porque varios ainda nem comecaram a empacotar suas malas, ainda decidindo aondo irao viver e se inscrevendo para compensacoes do governo. Na Segundafeira, 15 de Agosto, a forca militar Israelita ira entrar em Gaza para retirar os ultimos moradores da regiao, tambem em quatro regioes isoladas na Cijordania. Porem alguns irao esperar para ver o que acontece. Deus pode dizer para que eles saem de Gaza - temporariamente. Se nao for o caso, Ele ira cessar essa remocao.
Muitos Israelitas nao conseguem tomar posse dessa ideia. Eles nem conseguem conceber uma razao do porque alguem ira querer viver num ambiente calor, deserto, bombardeado, contornado por barbantes de seguranca e torres de vigilanca, nem porque alguns gostariam de colocar suas criancas em tal situacao. Isso tudo deve ser fora de fanatismo religioso, ou entao uma vontade louca de fazer a vida miseravel de 1.3m de Palestinios apertados no resto da faixa de Gaza.
"Olhe atraves da ideologia," diz Gideon Aran, um sociologista na Universidade Hebraica em Jerusalem. A resposta "qualidade de vida" parece ser uma piada ruim, porem todos em Gush Katif, religiosos ou seculares, dao essa mesma resposta. Nao e somente devido as casas grandes e as ruas tranquilas. Insulados de Israel assim como dos Palestinos, o lugar evoca um tempo mais antigo e inocente. As casas podem ficar destrancadas. Os pais nao devem se preocupar com aonde irao suas criancas durante a noite. Muitos habitantes, antigos residentes de pobres, feias cidades, tambem encontram um certo senso de comunidade, de construirem algo novo. A frase "Jardim Eden" pode ate ser ouvido nas ruas.
Porem assim como o Adao e a Eva, eles sabiam que um dia eles teriam que sair, os habitantes das terras controladas por Israel reconhecem seus pecados iniciais. O governo amparou para que eles mudassem para as terras conquistadas apos a guerra de 1967 - alguns depois de terem sido evacuados de Yamit, a parte no norte de Sinai [conquistada inicialmente em 1956 e depois, novamente, em 1967], quando Israel devolveu a terra ao Egipto em 1982. As relacoes com os Palestinos era otima. Ate os habitantes seculares invocam a ideia da terra ter sido um simbolo biblico de uniao entre os dois povos. Eles acreditavam que estariam aumentando as fronteiras do estado. Ao contrario, eles se encontraram num espaco justo do lado de fora da terra prometida, mantida por uma barreira de protecao feita de alta tecnologia em que os Israelitas ordinarios estao cansados de contribuir com seus juros, e por milagres, que eles muito pouco acreditam.
A desghraca vai ser dificil de aceitar. Para deixar uma terra nao somente implica jogar fora anos ou decadas de investimentos em predios, casas, fazendas e comunidades e procurar, talvez com pouca vontade, por novos empregos que sao limitados no Israel. O que significa e voltar a um Israel que virou pouco acolhedor: por serm assim como Sr. Aran coloca em palavras, "colocacoes-e-curriculados cidadoes numa politica fedorenta e uma realidade civil". Mas para que? Como muitos em Israel, eles estao cepticos que a "desocupacao" ira trazer beneficios; ao contrario, eles temem que os extremistas Palestinios irao perceber que terrorismo realmente funciona.
Quase metade de um milhao de Israelitas residem em terras Palestinas desde a guerra de 1967. A grande maioria estao em comunidades Judaicas nao muito longe da fronteira [a tal Linha Verde], aonde a qualidade de vida e maior e precos sao mais baratos; eles nem se consideram ocupantes de territorio alheio, porem muitos corpos internacionais [a ONU inclusa] concluem que eles sao. Os "ideologicos" que residem nas colonias mais distantes, no interior distante da "barreira de separacao" Israelita, sao menos de 100,000. Em Gaza, em torno de 8,000 estao sendo evacuados. E Gaza tem uma importancia muito menor economicamente, estrategicalmente e biblicalmente que a Cijordania.
Porem muito mais esta sendo manipulado em vao em Gaza. O movimento de ocupantes por inteiro veem a remocao como a ponta de uma faca que, eventualmente, ira remover Israel da Cijordania e do l'este de Jerusalem ao mesmo tempo, como indicado pelo plano Clinton ha 4 anos atras. A contenda sobre Gaza tambem virou um pernicioso teste de poder entre os "populares" Israelitas, em maioria os Judeus seculares que dizem que estao feliz por entregarem terra para serem retribuidos por paz, e o movimento dos nationais-religiosos que dificultam as decisoes da remocao dos ocupantes. O movimento tomou mais poder desde 1967, e eram, ate a lideranca de Ariel Sharon, o grande pesadelo de Primeiro Ministros como Yitzak Rabbin, que tomou grandes passos para a criacao de um estado viavel da Palestina.
Walt

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