Thursday, August 04, 2005

Pela Rua na Qual Eu Caminhei

Se o acaso ocorreu de um día...
Mais que belo e ensolarado,
Fui eu transcender o pensado
Para esse fator da minha vía.

Ocorre meu coracao espantado,
Cartilado por semi-difusoes.
Meras percepcoes!! Ilusoes
Das quais vi me encortejado.

Sou humano, como assim sao vós.
Somos pensamentos, em vez sós.

Caminho ao lado da folha rústica, da mesma que por ontem passei. A imagem vem-me assim como um filme que desde minha concepcao esteve no placar, num cinema imóvel e estático, numa rua escura na qual passo cotidianamente. Caminho impunível, tremulo, preocupado, com olhares lancados ao ar esporadicamente e paulatinamente para verem rostos de ojeriza, olhares me desnudando com ódio na retinas. Caminho olhando para o chao. Procuro nao perceber os olhares, nao pensar que já passei pela rua na qual caminhava. Penso em várias teses: minha roupa, meu andar a minha mera existencia. Chego perto a explodir e desvanecer em ar fino, de tanta tristeza na qual uma lágrima nao pudera ser comprada. Basta uma solucao espontanea, arrancar meu livro da minha mochila na qual carrego ja tremulo, concentro me nos estudos para naquela rua me fechar do mundo ao meu redor. As lágrimas caem e as pessoas nao chegam a me perceber por um segundo, apos ser seguido pelo ar fresco humano que as seca e novamente sou rodeado por olhos mortais. Palavras nao rotulam o que sinto, e causas estao ausentes. Paro de andar, faco de conta que me interesso por uma vitrine, ao meu lado parece que os olhares sumiram: mirabolo circumspetamente e uma flecha mortífera me atinge. Nesse momento eu sei que nao posso voltar em casa. Procuro um parque naquela mesma rua, e encontro um que embora tenha o seu chao congelado e cristalino, hao corvos que picam o seu mar de nuvens
hao corvos que picam o seu mar de nuvens no solo. Sento-me e fico estudando,pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce,pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passauma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, enao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino,com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meuredor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro no solo. Sento-me e fico estudando, pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce, pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passa uma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, e nao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino, com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meu redor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer um abraco para me descongelar e me fazer dormir durante a noite perene. Eu sou a concepcao do meu anti-estar, a flor da estacao resonante insolicitavel, o calor que radia dos meus próprios poros, a lingua que vem a dizer os escorregos sociais. Eu sou quem eu sou, e olhares continuam me cacando.

1 Comments:

At 6:10 PM, Anonymous Anonymous said...

Cadê o Stephan que veste o chapéu e ignora os olhares alheios...

Você não está sozinho.
9 dias, força.

 

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