Friday, July 15, 2005

Deixei o cafe congruente a mesa
De tanto ofegar eu nunca tive ar.
Sento na cadeira roida, a proesa:
Por tantos humanos a requestar

Quem me dera ser tais objectos
Ser a pagina principal do jornal.
Ter meus dedos frageis e tintos
E de repente ser original, igual.

Querendo voar e tocar o intangivel.
Passar dos horizontes e pensar,
Contemplar a descida intransigivel,
Para lacrimejar ao meu desescalar.

Calcanhar que torce mais nao quebra
E a sorte da galinha popular imutavel.
Essa sim, mais desejada que a cobra
Que traiu. Na boca; a carne vulneravel.

O que faz um agente, o que o faz consequente?
Nao ha ciencia que responda a modernidade,
A fluidez!! A deglutibilidade humana frequente
Que desce desce e desce na conformidade.

Intellecto eh responsavel: o que nao somos.
Somos embrioes em garrafas enferrujadas?
Ou entao coracoes empregnados e sabemos
Da capacidade de vincularmos as amadas.

Voltemos a dormir, eh tao facil.
Voltemos a dormir, que futil

A desigualdade!! A pureza que nunca existiu,
O racismo, os loucos, os mediocres.

Que sutil

Pois eu vou [sic]... pois eu vou [sic]... pois eu vou:
Me contentar, me relaxar, me desprezar, me auto-imunar

Com tal condicao:

Que nunca mais desejas algum olhar do meu mecanismo
Que nunca, nunca, nunca, nunca me deixes partir
Do mundo modernista,
Da filosofia teologista,
Da politica ferida,
De um mundo idealista... que nunca passou.

Sou um escandalo para a minha condicao,
Sou esquecido pela minha propria nacao,
Sou contraditorio para a minha razao,
E sou direcionado: meramente pela religiao.

*Poema dedicado ao Zionismo dos Avodas

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