Friday, November 11, 2005

Enredo Medieval; Melico e Clara

Melico entras no Enredo para encontrar Clara, bonita como era, com borboletas sobrevoando acima de sua cabeca que era contida de cabelos enrolados loiros. Ela sentava-se na margem do rio Florus, aonde cantava alguma musica que havía sido escrita para Melico, na qual ela estava loucamente apaixonada mais nao soubera se aproximar do jovem com a petulancia de o dizer coisas belas, e a realidade que era ele a quem ela procurava toda a sua vida. Melico, ao se aproximar, apaixonado pela musica de Clara, fez com que as pedrinhas borrifadas pelo rio quando havía transbordado no qual ele pisava entravam em atrito e soavam como o chocalho de um instrumento oriental. Clara sessou a cancao e olhou para trás para encontrar Melico, olhando aos pés, por incredulidade do som que desturbou a cancao da moca.

Clara se levanta.

Clara: Melico!

Melico ergue a cabeca para encontrar Clara,

Melico: Desculpe, nao quis interromper. Eu..

Clara: Interromper meu momento de lazer? Como podes se desculpar?

Melico: É que havía uma solidao em mim, e com a senhora decidi vim encontrar.

Clara: Es simpático.

Clara estava em refúgio de seu pai que estava embriagado em casa, olhou para o chao, ergueu os olhos a Melico novamente

Clara: Sente-se do meu lado.

Melico: Obrigado.

Melico se posiciona sentado do lado de Clara.

Clara: A água, dizem, que nos leva ao vázio... ao espaco. Que é a maior maravilha que um ser pode encontrar e sua maior tragédia ao mesmo tempo.

O jovem preocupado, comeca a lacrimejar, e ela observa as gotas salinas que decorrem de suas palpebras ao fecharem.

Melico: Ha algo que me persegue. Um escuro.. um semi-refúgio que nao desejo a ningém.

Clara: Estou a disposicao, caso queires compartilhar o que sentes.

Melico: É do passado.. da maneira em que me eduquei. Errado.. de uma forma na qual semelhava a um monstro, algum ser desalmado.

Clara: Mais o passado retorna para podermos aprender, é com isso que se justifica estados, filosofías, ciencia! Hipóteses na qual aprendemos as nossas falhas. Nao procure as hipóteses.

Melico: Mais eu tento!!

Melico comeca olhar para as estrelas, procurando palavras para descrever realmente o que sente.

Melico: Eu nao fui amado Clara, quero que voce entenda.

Clara: Amar é dinamico Mel.

Melico: Para podermos compreender a nós mesmos, é preciso verificarmos o que os outros pensam.

Melico mostra o seu braco para Clara, e ela encontra uma tatuagem de uma lua crescente, com um símbolo que parece um sol na outra metade dessa lua. Ela abre a boca de surpresa, e no inicio nao encontra palavras para dizer a Melico.

Clara: Voce é Mareu?

Melico: Minha religiao, e o meu sofrimento. Ao mesmo tempo, minha escolha.

Clara: Comandante Nauferatus, Ditador Bolaargh, até o padre Josefinus já te queríam morto!

Melico: Somos o problema nessa sociedade, quando nao ha ninguém para se culpar, eles culpam os Maréis.

Clara surpreendida, comeca lacrimejar.

Melico: Vim te dizer que fui encontrado no vilarejo, fui sentenciado ha 5 anos de prisao pela Corte do Estado, e condenado sobre o consenso Nauferatus... vivo meus ultimos días Clara, e vim me encontrar contigo porque creio que devo algo importante para te dizer.

Clara: Que profanidade!! Isso nao pode acontecer!

Melico amava a Clara, assim como ela o amava. Os livros que ela havía escrito para ele, todos os poemas em que ela havía dedicado a ele pareciam entrar em chama. Clara estava perdendo seu folego, mais nao quisera aparentar pois nenhum sabía que um amava o outro.

Melico: Eu vim aqui para confessar, que minha vida foi cheia de sofrimentos. Desde a escola onde fui pedrejado por meus coleguas, até o día em que fui derrubado num poco para morrer. Mais minha vida recentimente transtornou, provando para mim que o sofrimento compensou por um segundo da minha vida, um segundo em que tudo mudou. E este segundo foi quando...

Melico tirou uma tranca de amor, que era entregue pelos Maréis a quem eles amavam, e segurou firme na sua mao debaixo do bolso de sua blusa.

Melico: Nao. O que eu vim te dizer é que...

Melico pensava se era justo dizer que amava ela, nos seus ultimos días de vida. Era um dilema que ele vinha encontrando e tinha que agir rápido, descobrir se suas acoes fossem ajudar em algo.

Silencio. Melico olha para as estrelas, para o chao, e depois para o rio. O rio nos leva ao vazio. Porém ao mesmo tempo ele é algo tao significante que traz vida a todos os seres humanos. Nesse instante, Clara que nao soubera o que fazer tirava do bolso dela uma jóia, na qual ela havía gastado todo dinheiro que ela havía recebido aquele mes para compra-la caso ocorresse algum instante na qual ela pudera declarar o seu amor a Melico.

Melico: Eu vim me despidir.

O condenado, que ao apertar forte na tranca do amor, tendo tomado a decisao, deixa-a cair novamente ao fundo de seu bolso. Ele se levanta.

Melico: Adeus Clara, foi um prazer conhecer-te. E se eu tiver a oportunidade de a rever novamente, sería uma regalía para mim.

Clara que ainda lacrimejava, olhou para cima, levantou, e nao sabendo como agir entregou a sua mao para Melico, daixando cair no chao molhado e imundo a jóia que havía ela guardado para Melico. A jóia desaparece debaixo da terra molhada.

Clara: Farei minha presenca uma obrigacao, no día da sua execucao.

Melico olha para Clara uma ultima vez, vira seus olhos para o chao, e a reve novamente.

Melico: O prazer nessa vida foi ter conhecido-te. Que deus te abencoa.

Clara: Que deus esteja contigo.

Melico sorriu graciosamente, virou suas costas e voltou ao vilarejo.

Clara entrou em desespero e chorou a noite toda. Nao podia mais guardar os poemas que havía escrito para Melico entao decidiu enterra-los.

1 Comments:

At 7:36 PM, Anonymous Anonymous said...

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