Pensamento do Walt X I
Várias pessoas quando me conhecem sabem que ha algum problema comigo: que eu não costumo jogar frases fora, que eu vivo preocupado com o estado natural dos seres humanos, que a cada segundo que alguém trai, fofoca, lança olho gordo a uma pessoa morrendo por fome ou genocidio em algum lugar do mundo. Talvez essa preocupação me domina em ocasiões impertinentes: quando estou com amigos, quando estou em algum lugar "sociável", quando tudo que eu deveria fazer seria apenas sorrir: eu não consigo. Alguns que me circundam passam a perceber que a algo de diferente: que os meus anos dourados se foram: e essa seria a explicação mais prominente.
Não é somente a cru ignorância de alguns seres que me entristecem mas a falta de humildade. O que a maioria d'entre nós carescemos é um bom coração - o saber mas não adimitir, o poder mas ser sublime - sempre surge uma oportunidade para impormos ideias, porque não fazer isso com violência? O Walt-de-antes já não existe mais. O que vem agora é o Walt-de-depois, uma transformação por varios meios de produção que me extirpiram e me desnnaturalizaram para ser esse "monstro" que agora sou - o inseguro.
Essa insegurança vive me irritando, me excoriando e me preocupando. Quando estou singelamente caminhando pelas ruas observo as pessoas ao meu redor - essas que me mirabolam. Perceberam que não vivo aqui - estão me rotulando porque devem ter preconceito - pronto! Sucumbo ao desastre e nem meu andar soa bem. Olha o meu passo-a-passo, que ridiculo! Derreto no chão e cesso de existir. Me flagelo nas gotas de chuva que vetorizam para baixo - e eu ali sem matéria, sem segurança ou beleza alguma - meu ego: inexistente.

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