Tuesday, November 15, 2005

Tenho mais Duas Decadas - Para que Sonhar?

Hoje o medico me olhou com um cinismo absoluto e me disse: “voce tem mais 20 anos de vida decido a sua saude.” Primeiramente, devo impor que eu nao reconhecia que eu havia tal problema de saude antes na minha vida. “A doenca” estava claramente ali desde infancia, mas nunca soube que ela me daria uma vida tao curta; uma a qual eu nao chegaria a ver meus possiveis filhos crescerem e estudarem numa faculdade, uma vida que nao me permitiria de viver uma bodas, sem poder chegar aos meus 40 anos de idade. “A sua doenca somente piorou desde 2003. Precisamos examinar o seu sangue para vermos em qual fase voce se encontra”. Naquele momento senti-me assustado, como se uma nuvem negra teria ocupado a minha visao. Eu nao tinha ido ao medico para inquerir sobre “a doenca”, mas para ver o que ocorria no meu olho que sofria conjuntivite ja faz um mes. O medico era uma personalidade rara, que queria decepcionar as pessoas repetitivamente, mas dessa vez nao foi por total o cinismo que o acompanhou nas palavras: havia realidade. Minha mae me olhou, assustada, e disse que estavam para chegar resultados sobre “a doenca” do Brasil. No diagnostico Ararense, tudo estava sobre o controle, dentro dos limites favoraveis a uma vida longa. Meus genes me assustaram mais uma vez, uma doenca que pegou meus genes Possessivos com afinco total. Passou algumas horas e aprendi a aceitar, hao pessoas que tem 3 anos pela frente; outros com apenas um. O desespero de ganharmos consciencia de uma vida curta que nos espera pela frente e tamanho, enorme como os pilares de um estado inextricavel. Porem, imagine um ser com algum ultimatum de 3 meses? O que gostaria ele de fazer em tres meses que lhe confortaria do pensamento da morte? Recentimente, um ser humano foi naturalmente curado de AIDS, tendo sido rotulado como paciente em fase terminal “Eis o homem mais sortudo do mundo: curado pela AIDS. Vendendo o Sunday Herald de hoje: 3 libras e quarenta!”... os vendedores de jornais lucraram nesse dia – nao e a toa – AIDS mata mais de ½ de todas as mulheres na Africa Occidental, todos querem uma cura, mas ela nao se encontra por razao de precos excessivamente altos. O escoces que se aut-curou foi realmente sortudo. Meu tio, quando ele esperava pelo fim dele na cama do hospital, vivia com olhos cheios de medo e lagrimas secas. Tememos a morte quando sabemos que ela esta para vir nos buscar – eu tambem temo. Nao quero mais “A Doenca”. Gostaria de arranca-na dos meus genes frivolos. Eu morreria sem encontrar meu grande amor? Nao serviria jamais como o “principe” de alguem nessa vida ou sequer teria a oportunidade de conseguir os meus objetivos nessa vida. Escrevo pensamentos de certos incidentes que ocorreram hoje.

Friday, November 11, 2005

Pela Rua na Qual Eu Caminhei

Se o acaso ocorreu de um día...
Mais que belo e ensolarado,
Fui eu transcender o pensado
Para esse fator da minha vía.

Ocorre meu coracao espantado,
Cartilado por semi-difusoes.
Meras percepcoes!! Ilusoes
Das quais vi me encortejado.

Sou humano, como assim sao vós.
Somos pensamentos, em vez sós.

Caminho ao lado da folha rústica, da mesma que por ontem passei. A imagem vem-me assim como um filme que desde minha concepcao esteve no placar, num cinema imóvel e estático, numa rua escura na qual passo cotidianamente. Caminho impunível, tremulo, preocupado, com olhares lancados ao ar esporadicamente e paulatinamente para verem rostos de ojeriza, olhares me desnudando com ódio na retinas. Caminho olhando para o chao. Procuro nao perceber os olhares, nao pensar que já passei pela rua na qual caminhava. Penso em várias teses: minha roupa, meu andar a minha mera existencia. Chego perto a explodir e desvanecer em ar fino, de tanta tristeza na qual uma lágrima nao pudera ser comprada. Basta uma solucao espontanea, arrancar meu livro da minha mochila na qual carrego ja tremulo, concentro me nos estudos
para naquela rua me fechar do mundo ao meu redor. As lágrimas caem e as pessoas nao chegam a me perceber por um segundo, apos ser seguido pelo ar fresco humano que as seca e novamente sou rodeado por olhos mortais. Palavras nao rotulam o que sinto, e causas estao ausentes. Paro de andar, faco de conta que me interesso por uma vitrine, ao meu lado parece que os olhares sumiram: mirabolo circumspetamente e uma flecha mortífera me atinge. Nesse momento eu sei que nao posso voltar em casa. Procuro um parque naquela mesma rua, e encontro um que embora tenha o seu chao congelado e cristalino, hao corvos que picam o seu mar de nuvens no solo. Sento-me e fico estudando, pensando em quem eu amo, pensando na minha família, pensando em voce, pensando em mim: e do meu futuro vázio e inexistente. Na minha frente passa uma bicicleta: um homem! Me enquadra por sua visao, me rotula de vilao, e
nao tira dele a minha posicao: neste parque!! Oh!! Neste parque cristalino, com corvos que me aguardam o ultimo folego. Ouco tantas linguas ao meu redor. De repente um ruido na minha esquerda, que ao direcionar minh cabeca para tal angulo, apenas o vazio. Um vazio frio e uma nevoa dos cristais. Nao ha nada nesse parque, e nada para que eu seje feliz, eu levanto e quero me afogar em prantos em algum abrigo. Deixo o parque e me caminho em direcao da minha casa, naquela rua calma e escura. Pessoas reaparecem. Pessoas tentam me estrangular, me empurram com seus ombros e eu penso se nao houvera espaco para eles me evitarem. Na mesma rua vejo as vitrines que novamente mostro me interessar flegmático. Flagelo aos poucos como um cisco para o meu lar, entro para encontrar-me num alívio: fazer planos para o futuro, viagens, compor musicas, escrever poesias para coisas tao belas que eu nunca terei. Uma princesa que nunca me mostrara afeicao, uma nuvem que nunca aparecera no céu, um abraco que nunca terei, uma rosa que nunca sentirei. Me contento, no entanto, com um futuro inexistente. Vou me ludibriando numa bacía de regalías, que ests prestes a transbordar e me revelar uma verdade desconhecida: eu nao sou ninguém hoje ou amanha. Em tempos realistas, numa estacao ilusitada, nos caminhos já memorizados, haverao os medos que eu já tive. Havera um monstro ou um morcego me acompanhando, uma condicao que me afasta por alguns pés de outros, que me rende triste durante uma conversa formal com outro individuo, havera a solidao. Nao encontro mais sonoridades para o meu animo, nao acho mais palavras para a situacao, e nao encontro mais sorrisos para me fazer sentir humano, sequer um abraco para me descongelar e me fazer dormir durante a noite perene. Eu sou a concepcao do meu anti-estar, a flor da estacao resonante insolicitavel, o calor que radia dos meus próprios poros, a lingua que vem a dizer os escorregos sociais. Eu sou quem eu sou, e olhares continuam me cacando.

Enredo Medieval; Melico e Clara

Melico entras no Enredo para encontrar Clara, bonita como era, com borboletas sobrevoando acima de sua cabeca que era contida de cabelos enrolados loiros. Ela sentava-se na margem do rio Florus, aonde cantava alguma musica que havía sido escrita para Melico, na qual ela estava loucamente apaixonada mais nao soubera se aproximar do jovem com a petulancia de o dizer coisas belas, e a realidade que era ele a quem ela procurava toda a sua vida. Melico, ao se aproximar, apaixonado pela musica de Clara, fez com que as pedrinhas borrifadas pelo rio quando havía transbordado no qual ele pisava entravam em atrito e soavam como o chocalho de um instrumento oriental. Clara sessou a cancao e olhou para trás para encontrar Melico, olhando aos pés, por incredulidade do som que desturbou a cancao da moca.

Clara se levanta.

Clara: Melico!

Melico ergue a cabeca para encontrar Clara,

Melico: Desculpe, nao quis interromper. Eu..

Clara: Interromper meu momento de lazer? Como podes se desculpar?

Melico: É que havía uma solidao em mim, e com a senhora decidi vim encontrar.

Clara: Es simpático.

Clara estava em refúgio de seu pai que estava embriagado em casa, olhou para o chao, ergueu os olhos a Melico novamente

Clara: Sente-se do meu lado.

Melico: Obrigado.

Melico se posiciona sentado do lado de Clara.

Clara: A água, dizem, que nos leva ao vázio... ao espaco. Que é a maior maravilha que um ser pode encontrar e sua maior tragédia ao mesmo tempo.

O jovem preocupado, comeca a lacrimejar, e ela observa as gotas salinas que decorrem de suas palpebras ao fecharem.

Melico: Ha algo que me persegue. Um escuro.. um semi-refúgio que nao desejo a ningém.

Clara: Estou a disposicao, caso queires compartilhar o que sentes.

Melico: É do passado.. da maneira em que me eduquei. Errado.. de uma forma na qual semelhava a um monstro, algum ser desalmado.

Clara: Mais o passado retorna para podermos aprender, é com isso que se justifica estados, filosofías, ciencia! Hipóteses na qual aprendemos as nossas falhas. Nao procure as hipóteses.

Melico: Mais eu tento!!

Melico comeca olhar para as estrelas, procurando palavras para descrever realmente o que sente.

Melico: Eu nao fui amado Clara, quero que voce entenda.

Clara: Amar é dinamico Mel.

Melico: Para podermos compreender a nós mesmos, é preciso verificarmos o que os outros pensam.

Melico mostra o seu braco para Clara, e ela encontra uma tatuagem de uma lua crescente, com um símbolo que parece um sol na outra metade dessa lua. Ela abre a boca de surpresa, e no inicio nao encontra palavras para dizer a Melico.

Clara: Voce é Mareu?

Melico: Minha religiao, e o meu sofrimento. Ao mesmo tempo, minha escolha.

Clara: Comandante Nauferatus, Ditador Bolaargh, até o padre Josefinus já te queríam morto!

Melico: Somos o problema nessa sociedade, quando nao ha ninguém para se culpar, eles culpam os Maréis.

Clara surpreendida, comeca lacrimejar.

Melico: Vim te dizer que fui encontrado no vilarejo, fui sentenciado ha 5 anos de prisao pela Corte do Estado, e condenado sobre o consenso Nauferatus... vivo meus ultimos días Clara, e vim me encontrar contigo porque creio que devo algo importante para te dizer.

Clara: Que profanidade!! Isso nao pode acontecer!

Melico amava a Clara, assim como ela o amava. Os livros que ela havía escrito para ele, todos os poemas em que ela havía dedicado a ele pareciam entrar em chama. Clara estava perdendo seu folego, mais nao quisera aparentar pois nenhum sabía que um amava o outro.

Melico: Eu vim aqui para confessar, que minha vida foi cheia de sofrimentos. Desde a escola onde fui pedrejado por meus coleguas, até o día em que fui derrubado num poco para morrer. Mais minha vida recentimente transtornou, provando para mim que o sofrimento compensou por um segundo da minha vida, um segundo em que tudo mudou. E este segundo foi quando...

Melico tirou uma tranca de amor, que era entregue pelos Maréis a quem eles amavam, e segurou firme na sua mao debaixo do bolso de sua blusa.

Melico: Nao. O que eu vim te dizer é que...

Melico pensava se era justo dizer que amava ela, nos seus ultimos días de vida. Era um dilema que ele vinha encontrando e tinha que agir rápido, descobrir se suas acoes fossem ajudar em algo.

Silencio. Melico olha para as estrelas, para o chao, e depois para o rio. O rio nos leva ao vazio. Porém ao mesmo tempo ele é algo tao significante que traz vida a todos os seres humanos. Nesse instante, Clara que nao soubera o que fazer tirava do bolso dela uma jóia, na qual ela havía gastado todo dinheiro que ela havía recebido aquele mes para compra-la caso ocorresse algum instante na qual ela pudera declarar o seu amor a Melico.

Melico: Eu vim me despidir.

O condenado, que ao apertar forte na tranca do amor, tendo tomado a decisao, deixa-a cair novamente ao fundo de seu bolso. Ele se levanta.

Melico: Adeus Clara, foi um prazer conhecer-te. E se eu tiver a oportunidade de a rever novamente, sería uma regalía para mim.

Clara que ainda lacrimejava, olhou para cima, levantou, e nao sabendo como agir entregou a sua mao para Melico, daixando cair no chao molhado e imundo a jóia que havía ela guardado para Melico. A jóia desaparece debaixo da terra molhada.

Clara: Farei minha presenca uma obrigacao, no día da sua execucao.

Melico olha para Clara uma ultima vez, vira seus olhos para o chao, e a reve novamente.

Melico: O prazer nessa vida foi ter conhecido-te. Que deus te abencoa.

Clara: Que deus esteja contigo.

Melico sorriu graciosamente, virou suas costas e voltou ao vilarejo.

Clara entrou em desespero e chorou a noite toda. Nao podia mais guardar os poemas que havía escrito para Melico entao decidiu enterra-los.

Puteiro Carnavalensis

Se caso eu tinha lágrimas para escorrer

Sería por uma causa justa e formal.

Do que os olhos consideram anormal,

Que as palpebras apaguem, num amanhecer

Livre e espontanea vontade de modular,

Brincar com políticas eu irei um día.

E como eu irei, oh! Fontes vazías:

O rejuvenescimento dessa vontade popular

Mal consigo criar pombas de paz no meu mundo

Nao sou deus, para de trovoes criar estrondos

Que por um cisco de olho, consigo limpar o imundo.

Abri eu a porta do taxi para encontrar o mesmo taxista. Para variar havia acordado tarde e eu percebia que havía algo de errado, eu já tinha perdido as duas primeiras classes do cursinho. Com um sorriso agradavel, e olhos azuis e europeus, o taxista exlamou-me “Gütten Mörgen!”, eu gargalhei por seu sotaque Brasileiro, carregado de um espirito matutinamente latino, e retorqui a mesma frase para ele. Eu e a minha irma entramos no taxi logo na Avenida Paulista, e nos direcionamos á Liberdade, aonde estava localizado os nossos estudos. No taxi conduzi meus pensamentos as justificacoes do meu pusilanime. Minha irma nao me entendía, meus pais me tutelavam desde o inicio, mais quis vir para a terra-das-promessas*. Estava eu perdendo a magía de viver nesse pais? Sera que eu cometi um erro grandioso? Meu plano infalivel falhou-se e desmorronou no chao com tal ímpeto que ouvía-se os ruídos de quilometros a distancia? Uma coisa é certa, eu estudava o día inteiro sem parar, mais meu inconsciente me dizía que o meu caminho-brasileiro nao era para ser, que eu nao apartencia na terra que havía aclamada como minha querida: pois eu nao despertava! Meu mecanismo corporal intransigente nao aprumava-se na hora certa. Chegamos no cursinho. Eu estava com o pensamento agitado. E os pormenores da minha visao hao de seguir:

Desco do carro e vejo casais se abracando de tal fato que parecera um estupro. Eu mirabolava ao meu redor mais ninguém se preocupava: parecía ser a coisa mais normal que exsitía no ambiente. Será que ela foi contratada ou é ela uma oferecida? Ao perceber meus olhos arregalados vem-me um Paulistano por tras, e encostando a sua mao no meu ombro ele diz: “Deixe de olhar cara, é normal. Cada um com sua vida, é para aproveitar a juventude!”, olhei para tras para encontrar um pisco do garoto, jovém e coloquial, esse foi-se embora. Para me dizer que aproveitar a vida no meu país é se render a prostituicao na Europa ou em qualquer outro país que ja fui. Pensei nas leis “Al-Sharía” que torturou mulheres no norte e l’este da Nigéria, na informalidade na escrutinidade feminina na maioría dos países fundamentalistas. Parece que as ondas feministas de 1860 e a segunda onda em 1970 nao chegaram ao Brasil. Atropelo-me acima de um limpador de vidro do cursinho, e suplico pela sua desculpa. “Deus nunca condenou ninguem que ele considerava seu filho. Apenas o conduziu a liberdade total. Sempre manifestou sua sabedoría acima de nos, seus filhos, como forma de fogo por exemplo: Exodo capitulo 2. Nao se desculpes meu caro amigo, va com deus.” Imobilizado me direcionei ao altar da escola. Por incrivel que pareca, um homem que decorou a bíblia trabalhando num emprego semi-informal, ganhando um salario minimo, e havia perdido um filho por malnutricao no seu antepassado. Cultura economica no avesso? Comecou o cursinho. Botei minha cabeca na minha própria cidade: Araras. E como professores simpáticos podem conduzir um corpo estudantil ao lado errado das informacoes: “Cuspir chiclete no chao é proibido na Singapura! A Suica é quase 80% Industrializada! O HDI mede os valores economicos das sociedades!” dizia um professor [nao digo mais nada], que na realidade nao passara de invencoes espontaneas.

Sentei me na carteira do Anglo Tamandaré. Eu ví meninos com bonés americanos, meninas de mini saias tao curtas que dava para ver o que havía por baixo, gente se xingando de bicha, como se fora um insulto. Estudantes jogando pedacos de papeis um ao outro. Era um puteiro-carnavalensis. Era triste e me quebrei em prantos por ver o que acontecía, eu comecei chorar por ver a situacao em que eu estava. Chorei pelo Gütten Mörgen, chorei pela prostituicao, pelos pobres sábios, pelos insultos maldirecionados, pela Americanizacao do Brasil, chorei pelo jovem mal-direcionado pela Indigenacao cultural que devastava o Brasil. Chorei por desespero e nao me importava quem estiver ao meu lado. Alguns repararam, amigos vieram me abracar, outros nao entendiam minha decepcao. Que durante 19 anos me ludibriei com um Brasil que nao existia. Que por causa de uma namorada que me traía repetitivamente larguei minha vida para explorar a ilusao que havía criado de uma nacao. Que eu nao segui o conselho de Benedict Anderson, que nao quis decifrar as conseguencias de Bolivar ou Tiradentes, que creía nascer em mim uma cultura imaginária que havía criado durante toda a minha vida, e que se borrifava pelo chao nesse exato momento de sufoco e tristeza. Perdi meu ar e consegui me acalmar. Senti-me alíviado.

Entrei na minha faculdade de manha, comprimentando o porteiro com um sorriso cordial. Eu havía aula de Relacoes Internacionais nessa quinta-feira, passei pela catraca escorregando minha carteirinha aonde apropriado e me conduzi para a sala de aula. No caminho encontrei um casal, debatendo sobre a crise petrolífera dos anos 70 e como isso contribuiu para as mudancas em organizacoes internacionais assim como o FMI e o Banco Mundial. Ao continuar encontro um trabalhador que construía um novo elevador para a faculdade, ele recebía um salário mínimo, mais após as crises das Unioes de Trabalhadores nos anos 70 com o Governo Thatcher Conservador, o parliamento passou um sistema de juro que favorecía os pobres. No fim do mes os pobres e os ricos ganham quase a mesma quantidade no que se chama de “Welfare State”. [o que o Lula quer criar com a reforma provisória, mais talvez da maneira errada. Nao recebeu apoio da elite, os ricos, e as multinacionais]. O trabalhador sorría e tinha um filho na faculdade em que eu estudava. Continuei pelo corredor da faculdade até chegar a minha sala. Sentei do lado de um amigo do Caribe e ficamos conversando antes da aula comecar. No canto da sala eu vi uma menina. Parecía triste e solitária. “Aquela menina, ouvi falar que ela vem do seu pais!” disse o meu amigo, apontando para a parte da sala em que se encontrava Elisa. Pensei na vida em que ela tinha aqui, e como era melhor para ela aprender sobre feminismo, e sentir orgulho em ser uma mulher bem tratada na sociedade, do que viver de outra forma. Eu fui encontrar a Elisa no fim da aula, e ao me ver lancou me um sorriso consolidado. Era uma moca salva pela condicao em que várias ainda sofrem no meu pais, era uma moca livre. Nesse momento me veio pela cabeca o pensamento mais comum que já tive. Que um día, com ajuda de outros amigos e com a ajuda da Elisa, poderemos ter a forca de fazer do Brasil um melhor lugar para se viver, de mostrar para muitos como o meu pais seguiu, por muito tempo, um caminho totalmente errado e grotesco.